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Cirurgia bariátrica é solução para obesidade?

08 de julho de 2011 (Bibliomed). Quase metade dos brasileiros está acima do peso e estima-se que 45 milhões são obesos, situação que pode trazer várias complicações para saúde da pessoa. Em casos graves, quando a pessoa atinge a chamada obesidade mórbida, ou seja, seu índice de massa corporal (IMC) é superior a 40, a cirurgia bariátrica, popularmente conhecida como cirurgia de redução do estômago, é cogitada como a melhor, ou única, solução para perda de peso e prevenção de doenças.

Contudo, essa cirurgia pode trazer uma série de complicações à saúde de quem se submete a ela. Os riscos mais graves são arritmias, choque anafilático, parada cardiorrespiratória, hemorragias intratáveis, perfurações de baço, infecção pulmonar, trombose venosa e a abertura dos pontos internos, levando a passagem de alimentos para o interior da barriga, causando o óbito.

Segundo o Dr. Ricardo Fittipaldi, gastroenterologista e especialista em endoscopia digestiva, a taxa de mortalidade desse tipo de procedimento cirúrgico é de 1%, ou seja, de cada 100 pessoas operadas, uma falece, índice considerado alto pela Federação Brasileira de Gastroenterologia.

De acordo com Fittipaldi, a cirurgia vem sendo realizada de forma indiscriminada. “Muitos cirurgiões têm inventado comorbidades associadas à obesidade para poder operar pacientes com índices de IMC cada vez mais baixos, apenas para satisfazer desejos estéticos”, diz.

A cirurgia bariátrica é irreversível e o indivíduo terá que conviver com seus resultados por toda sua vida. “Além dos riscos inerentes a qualquer operação, como os relativos à anestesia, sangramentos e infecções, a cirurgia bariátrica leva a um déficit na absorção dos nutrientes dos alimentos, causando estados de hipovitaminoses e deficiência de minerais, muitas vezes intratáveis. Além disso, é comum ocorrer o estreitamento da anastomose, quando há a obstrução da parte do estômago que foi reduzida, fazendo com que o paciente vomite sem parar, uma vez que a comida não passa do estômago para o intestino, tornando necessária a realização de outra cirurgia para resolver o problema”, explica.

O médico lembra que a forma mais saudável para a perda de peso ainda é a reeducação alimentar aliada à prática regular de atividades físicas. Contudo, há casos, quando o excesso de peso se transforma em uma doença, passa a ser impossível emagrecer apenas com hábitos saudáveis, e são nesses casos que a cirurgia é recomendada.

Fonte: Press Release, Dona Comunicação, 06 de julho de 2011

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