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Diferenças entre homens e mulheres não é o que leva eles a trairem

29 de abril de 2011 (Bibliomed). O senso comum e pesquisas científicas afirmam que os homens traem mais do que as mulheres, e normalmente esse fato é associado às diferenças entre os gêneros. Mas uma nova pesquisa sugere que o cargo que a pessoa ocupa em seu emprego pode ser mais determinante do que o seu sexo.

Pesquisadores da Universidade Tilburg (na Holanda) observaram que existiam estudos que mostravam que pessoas que ocupavam cargos poderosos tinham tendências mais fortes a traírem seus parceiros, mas que nenhum desses estudos incluíam mulheres poderosas.

Através de um questionário anônimo para leitores de uma revista voltada para profissionais os pesquisadores entrevistaram 1561 pessoas. 22% dos participantes tinham funções administrativas, sendo que 6% ocupavam altos cargos. Variantes como confiança, percepção de risco e distância também foram avaliadas, assim como a percepção própria da pessoa quanto ao poder que ela possuía.

“As pessoas frequentemente supõe que homens poderosos têm mais chances de trair porque eles têm personalidades que gostam de assumir riscos ou por causa da distância, como as frequentes viagens de negócios que muitas pessoas poderosas fazem. Nós encontramos uma relação pequena entre os dois”, afirma Joris Lammers, autora da pesquisa.

O estudo sugere dois fatores que podem levar pessoas à traição. O primeiro é a ligação entre poder e autoconfiança e a traição. Quanto mais confiante a pessoa, mais forte é a ligação entre poder e infidelidade. O segundo é irrelevância do papel do sexo da pessoa em traições. 

A explicação que o estudo sugere para homens traírem mais do que mulheres é que os homens ocupam mais cargos de poder do que elas. Lamers acredita que enquanto mais mulheres começarem a assumir cargos poderosos e a igualdade entre os sexos for mais forte elas sofrerão mudanças de comportamento. “Isso pode levar a um aumento de comportamentos negativos entre mulheres que no passado têm sido mais comuns entre homens”, ela completa.

A pesquisa foi publicada no periódico Psychological Science.

Fonte: Association for Psychological Science 26 de abril de 2011

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