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Imagem corporal feminina é baseada na opinião alheia

31 de março de 2011 (Bibliomed). A forma como as mulheres enxergam seus próprios corpos está mais relacionada à forma como outros a vêm do que com o próprio peso. Pesquisas norte-americanas mostram que esse hábito coloca em risco a saúde da mulher, uma vez que essas se baseiam sua alimentação mais na aparência do que no funcionamento corporal.

Mulheres que conseguem focar-se mais no funcionamento do seu corpo do que na aparência tendem a ser mais saudáveis e felizes. Pesquisas apontam que quanto mais satisfeitas com seu corpo, maiores são as chances da mulher comer intuitivamente, respondendo melhor às sensações de fome e saciedade.

“As mulheres que se concentram mais em como seus corpos funcionam e menos sobre a forma como eles aparecem para os outros, terão uma dieta saudável, uma imagem corporal mais positiva e uma tendência a comer de acordo com as necessidades dos seus corpos, e não segundo o que a sociedade dita", diz Tracy Tylka, autora do estudo.

Publicado na Journal of Counseling Psychology, o estudo foi realizado com 801 mulheres entre 18 e 65 anos. Através de um modelo de aceitação criado por Tylka, as participantes foram questionadas sobre sua percepção de suporte social de uma variedade de diferentes relacionamentos; se acreditavam que seus corpos eram aceitos por pessoas próximas a elas, bem como pela sociedade e os meios de comunicação; se queriam se concentrar mais em como seus corpos funcionam e menos em sua aparência; o modo como se sentiam em relação a seus próprios corpos; e se elas se engajaram na alimentação intuitiva.
Os resultados mostraram que com o aumentar da idade, a percepção de aceitação externa diminui, bem como a tendência a entrar em programas de emagrecimento. Segundo os pesquisadores, o hábito da família em estimular a perda de peso pode ser uma via de mão dupla, pois pode fazer com que a pessoa baseie sua alimentação em números de calorias e não no que o organismo realmente precisa.

"Nós estamos no comando de nossas atitudes, em última instância. Não queremos enviar uma mensagem de que a única coisa que importa é que os outros aceitam nossos corpos. Mas as opiniões dos outros têm impacto sobre nós. E precisamos, como sociedade, parar de julgar as pessoas baseado em sua aparência e peso", completa Tylka

 Fonte: EurekAlert, 29 de março de 2011

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