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Infecções intestinais podem proteger contra alergias, aponta estudo

22 de dezembro de 2010 (Bibliomed). Crianças infectadas com parasitas intestinais parecem ser menos propensas a ter alergias, segundo recente pesquisa da Universidade de Nottingham, no Reino Unido. Avaliando 21 estudos sobre essa relação, incluindo quase 29 mil pessoas - a maioria, crianças sul americanas, africanas, cubanas, vietnamitas e turcas -, os pesquisadores descobriram que aquelas que apresentavam alguma infecção intestinal - na maioria das vezes, por lombrigas - eram 31% menos propensas a ter alguma reação quando expostas a algum alérgeno nos testes.

Em artigo publicado na revista Allergy, os especialistas destacam que os resultados trazem mais evidências que apoiam a ideia de que ambientes cada vez mais livres de germes podem estar contribuindo para o aumento dos casos de alergia e asma nas últimas décadas - uma teoria chamada “hipótese da higiene”. Os defensores dessa ideia argumentam que a exposição a vírus e outros patógenos no início da vida pode ajudar a incitar o sistema imunológico a trabalhar em modo de combate normal a infecções, em vez de reagir exageradamente a substâncias benignas - o que é a base das alergias.

De acordo com os pesquisadores, a maior resposta dos não infectados nos testes alérgicos não indica que essas pessoas serão “alérgicos completos”, com sintomas como espirros e congestão nasal. Além disso, os resultados não provam que os parasitas intestinais podem ter efeito protetor contra alergias. Por isso, os especialistas destacam a necessidade de mais pesquisas sobre o tema, visto que as alergias são muito comuns em todo o mundo, e as infecções intestinais parasitárias são um sério problema nos países em desenvolvimento.

“Limitar as infecções parasitárias no mundo em desenvolvimento permanece sendo um importante objetivo”, escreveu a pesquisadora Johanna Feary. “No entanto, essas descobertas levantam a questão de que, se erradicarmos essas infecções, poderíamos ter o efeito indesejado de aumentar as taxas de alergia em países onde os serviços de saúde já estão sobrecarregados”, concluiu.

Fonte: Allergy. 18 de novembro de 2010.

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