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Ecstasy pode ajudar no tratamento de estresse pós-traumático, diz estudo

20 de abril de 2010 (Bibliomed). Acrescentar MDMA (metilenodioximetanfetamina) - mais conhecida como a droga sintética ecstasy - à terapia com um psicólogo pode ajudar os pacientes a lidarem com os sintomas do transtorno do estresse pós-traumático, segundo estudo apresentado este mês no congresso Ciência Psicodélica no século XXI. E, de acordo com os autores, a nova abordagem experimental parece ter resultados duradouros para a maioria dos pacientes que apresentam esse distúrbio do grupo de transtornos de ansiedade - que ocorre quando se vivencia um grande trauma emocional, incluindo guerras, catástrofes, agressão física, estupro e sérios acidentes.

Em testes com 20 pacientes - todos com estresse pós-traumático de moderado a grave e que não haviam melhorado com os tratamentos convencionais -, os pesquisadores descobriram que aqueles que passaram a tomar ecstasy acompanhados por um terapeuta apresentaram menores escores de sintomas do problema dois meses após o tratamento e mesmo após três anos. Além disso, mais da metade dos pacientes passaram a não apresentar mais os critérios que os classificavam como tendo estresse pós-traumático. Porém dois pacientes tiveram recaídas, e não se sabe o que ocorreu com outros quatro.

“Acreditamos que o MDMA dá às pessoas de quatro a seis horas em que elas podem processar seu trauma”, disse o pesquisador Michael Mithoefer. “A droga parece reduzir o medo de se envolver com suas memórias dolorosas, na medida em que todos os pacientes que receberam o MDMA, voluntariamente, falaram novamente sobre seu trauma enquanto estavam sob sua influência”, acrescentou o psiquiatra.

Embora o estudo tenha sido "cego", significando que os pacientes não sabiam se estavam recebendo MDMA, Mithoefer reconheceu que a droga frequentemente evoca emoções fortes, o que pode causar problemas na relação entre os pacientes e seus terapeutas. Por isso, os pesquisadores estão iniciando novos estudos, buscando resolver esta limitação. Enquanto isso, outros especialistas destacam que, embora as descobertas tenham sido importantes, o uso da droga para esses fins está em fase muito experimental e ainda precisará de muitos outros testes para se confirmar como tratamento.

Fonte: Multidisciplinary Association for Psychedelic Studies. Press release. 16 de abril de 2010.

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