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Tipo de gordura consumida pode influenciar risco de problemas no útero

25 de março de 2010 (Bibliomed). Mulheres que comem muito atum, salmão e outros alimentos ricos em ácidos graxos ômega-3 podem ser menos propensas a desenvolver endometriose - doença que consiste na presença do endométrio (tecido que reveste internamente o útero) fora da cavidade uterina. Por outro lado, uma dieta rica em gordura trans - tipo de ácido graxo formado por hidrogenação e gordura insaturada, presente principalmente em alimentos industrializados - pode estar associada a um maior risco de a mulher desenvolver a condição dolorosa que pode levar à infertilidade. Essas foram as conclusões de um estudo recentemente publicado na revista científica Human Reproduction, indicando que o tipo de gordura ingerida pode afetar os riscos da endometriose.

Avaliando dados de mais de 70 mil enfermeiras americanas acompanhadas por 12 anos, os pesquisadores da Universidade de Harvard descobriram que aquelas com dieta rica em ômega-3 tinham 22% menos chances de serem diagnosticadas com a endometriose do que aquelas que ingeriam o ácido graxo em menores quantidades. E aquelas que comiam muitos alimentos ricos em gordura trans - constantemente associada, também, a problemas cardíacos - tinham 48% maior risco de ter o problema, comparadas àquelas que ingeriam menos gordura trans.

“Sabemos que as gorduras trans aumentam os níveis de muitos marcadores inflamatórios no organismo, e estes são fatores inflamatórios que têm sido associados com o estabelecimento e a progressão da endometriose”, explicou a pesquisadora Stacey Missmer, líder do estudo. Porém ela destaca que, como este é o primeiro estudo a indicar essa associação, mais pesquisas são necessárias para confirmação.

De qualquer forma, a especialista ressalta que os resultados oferecem mais evidências sobre os benefícios de hábitos alimentares saudáveis. “Muitas mulheres têm procurado por algo que elas possam, efetivamente, fazer por si mesmas ou por suas filhas para reduzir os riscos de desenvolver a doença, e essas descobertas sugerem que mudanças na dieta podem ser algo que elas podem fazer”, concluiu.

Fonte: Human Reproduction. 24 de março de 2010.

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