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Notícias de saúde

Especialistas alertam para os riscos do som alto no carnaval

12 de fevereiro de 2010 (Bibliomed). A animação para o carnaval já toma conta das ruas por todo país, e, com as festas carnavalescas se aproximando, vem também a preocupação com a saúde auditiva. Trios elétricos, ruas abarrotadas de pessoas, batuques e músicas ensurdecedoras são muito comuns nesta época do ano, e as consequências são estatísticas cada vez mais elevadas de pessoas que apresentam problemas auditivos, segundo a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).

De acordo com dados da ABORL-CCF, a exposição ao volume alto - acima de 85 decibéis (limite máximo permitido pela legislação brasileira) - pode acarretar em lesões sérias ao ouvido, muitas vezes irreversíveis, levando à perda da audição. Os sintomas são diversos, variando desde sensação de pressão nos ouvidos até zumbidos e dificuldade para ouvir. Além disso, o ruído fora de controle constitui um dos agentes mais nocivos à saúde, causando, além da perda da audição, distúrbios do labirinto, ansiedade, nervosismo, hipertensão arterial, gastrites, úlceras e impotência sexual.

Além de depender da intensidade do som (volume), o risco de perda auditiva está associado ao tempo de exposição e à sensibilidade individual. "A exposição a ruídos de grande intensidade provoca lesões no órgão sensorial de Corti, presente no ouvido interno e responsável pela percepção auditiva. Após exposições a sons intensos, mesmo por pequenos períodos, já notamos uma perda auditiva reversível no início e zumbido. No carnaval, as festas e trios elétricos atingem intensidades maiores que 110 decibéis por tempo prolongado, podendo causar lesões irreversíveis nos órgãos sensoriais e consequente perda auditiva e zumbido persistente", alerta o otorrinolaringologista Celso Becker.

Por isso, para um carnaval sem preocupações, os especialistas recomendam que os foliões fiquem longe das caixas de som dos trios elétricos, da bateria das escolas de samba e dos conjuntos musicais nos clubes, ou use protetor auricular em casos extremos. Além disso, se sentir uma sensação de pressão nos ouvidos, zumbido ou dificuldade para ouvir, corra ao otorrinolaringologista.

Fonte: Sintonia Comunicação/ ABORL-CCF. Press release recebido em 09 de fevereiro de 2010.

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