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Exercício faz bem a paciente com diabete tipo 2

NOVA YORK (Reuters Health) - Cerca de 16 milhões de norte-americanos têm diabete tipo 2, um distúrbio com complicações de longo prazo que incluem doenças cardíacas, cegueira e insuficiência renal. Ainda assim, poucos pacientes usam o exercício como forma de controlar os sintomas e diminuir os riscos de ter complicações sérias, conforme a American College of Sports Medicine (ACSM).

A ACSM chama o exercício de "terapia subutilizada" e divulgou sua opinião em um comunicado em que sugere formas que os pacientes podem usar para se tornar mais ativos, além de descrever os efeitos positivos da atividade física em pacientes com diabete tipo 2.

O exercício, por exemplo, pode baixar as taxas de obesidade, maior fator de risco para doença cardíaca, e fortalecer o coração. Pode também ajudar a estabilizar os níveis de açúcar do sangue e fazer com que as células respondam mais à insulina.

"A atividade física, incluindo treinamento apropriado para energia e resistência, é a principal modalidade terapêutica para diabetes do tipo 2", concluiu a associação. A declaração foi publicada na última edição da revista Medicine and Science in Sports and Medicine.

Na diabete tipo 2 as células não respondem à insulina, hormônio que deposita o açúcar (glicose) retirado dos alimentos nas células para ser usado como energia. Como resultado, os níveis de açúcar no sangue aumentam e os pacientes podem sentir canseira ou sede como sintomas a curto prazo.

A longo prazo, os excessivos altos níveis de glicose no sangue corroem os vasos sanguíneos e os nervos, levando a doença cardíaca, insuficiência renal, cegueira e amputações.

Os autores do documento recomendam que os diabéticos façam exercícios de três a cinco vezes por semana e queimem um total de cerca de mil calorias.

Os pacientes podem começar com 10 a 15 minutos de exercício e chegar a 30 minutos por sessão.

Qualquer intensidade de exercício em pessoas com diabete leva a uma melhora na tolerância cardiovascular. Em algumas pessoas, mesmo uma programa de exercício de intensidade pequena a moderada pode baixar a glicose no sangue e aumentar a sensibilidade à insulina, notam os autores.

Esse tipo de programa também pode aumentar a chance de uma pessoa aderir a um programa de exercício e diminuir os riscos de uma lesão.

A ACSM observa que uma dieta bem balanceada é essencial para os que integram um programa de exercícios e recomenda que os pacientes consultem seus médicos para um exame físico que avalie qualquer risco de lesão. O médico também poderia recomendar um eletrocardiograma para estabelecer os limites de frequência cardíaca para o paciente.

Sinopse preparada por Reuters Health

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