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Conviver com fumantes pode aumentar risco de depressão

06 de março de 2009 (Bibliomed). O fumo passivo pode não apenas causar problemas cardíacos e respiratórios, como aumentar os riscos de depressão, segundo estudo apresentado esta semana no encontro científico da Sociedade Americana de Psicossomática. De acordo com os autores, pessoas que convivem com fumantes em casa ou no trabalho são duas vezes mais propensas a serem diagnosticadas com depressão maior do que aquelas não expostas ao fumo passivo.

Os pesquisadores confirmaram a exposição ao fumo passivo pela quantidade de cotinina no sangue – subproduto da nicotina após inspirar a fumaça – em mais de três mil adultos não-fumantes em um estudo federal de saúde. E cerca de 92 mil não-fumantes relataram se conviviam com fumantes. Além disso, todos preencheram um questionário sobre sintomas de depressão.

As análises mostraram que aqueles que tiveram o fumo passivo confirmado no sangue tinham muito mais chances de apresentarem sintomas de depressão grave. E apenas o fato de trabalhar em um local onde seria permitido fumar mais do que dobrava os riscos de depressão.

Os autores destacam que alguns estudos indicam que os fumantes apresentam maior nível de dopamina no cérebro, que está ligado à ansiedade e à depressão. Por isso, eles acreditam que o efeito possa ser o mesmo em relação ao fumo passivo. E defendem a adoção de políticas de restrição ao tabagismo em locais públicos.

Fonte: American Psychosomatic Society 67th Annual Scientific Meeting. 04 de março de 2009.

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