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Grã-Bretanha Começa a Testar Vacina Contra Aids em Humanos

Por Kate Kelland

LONDRES (Reuters) - Um deputado britânico será o primeiro humano a receber o protótipo de uma nova vacina contra a Aids nesta quinta-feira. O deputado liberal democrata Dr. Evan Harris diz que se ofereceu como voluntário para tomar parte nos testes clínicos da vacina porque acredita que a vacinação precoce é a única maneira de combater a doença mortal.

Andrew McMichael, o cientista que chefia os testes da vacina para o Conselho de Pesquisas Médicas (MRC) britânico, disse que os testes são "uma parte vital de um esforço internacional para salvar vidas".

Se a vacina se mostrar segura, disse o MRC em comunicado à imprensa, começará a ser testada em Nairóbi, Quênia, no prazo de três a seis meses. Ao todo 18 pessoas tomarão parte na primeira fase dos testes na Grã-Bretanha.

Segundo o Dr. Seth Berkley, presidente da Iniciativa Internacional para uma Vacina contra a Aids, os voluntários, todos pessoas saudáveis que não são portadoras do vírus HIV e considerados pertencentes a categorias de baixo risco, são "os verdadeiros heróis deste empreendimento".

McMichael disse à rádio BBC que o objetivo principal é a segurança. "A primeira coisa que precisamos fazer é garantir que a vacina é absolutamente segura", disse.

Trata-se da primeira vacina contra a Aids criada especificamente para combater a linhagem do vírus presente na África e conhecida como linhagem "A". O vírus foi aprovado para a realização de testes em humanos no mês passado.

"A vacina é voltada à África e a um tipo específico de resposta imunológica que chamamos de resposta imunológica das células T", disse McMichael.

A vacina, uma entre mais de 70 que estão sendo testadas no mundo, é uma vacina de DNA baseada em material genético retirado do vírus. Foi desenvolvida depois que médicos constataram que algumas prostitutas no Quênia, onde a linhagem "A" da doença é dominante, nunca chegam a contrair o HIV.

Os cientistas acham que isso acontece porque os sistemas imunológicos de algumas pessoas conseguem destruir o vírus usando as chamadas células T.

Sinopse preparada por Reuters Health

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