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Pesquisas genômicas são armas importantes no combate à leucemia

16 de junho de 2008 (Bibliomed). Técnicas desenvolvidas na pesquisa do genoma têm melhorado a capacidade de predizer as taxas de sucesso no tratamento de uma forma específica de leucemia, a leucemia mielóide aguda, e facilitado no desenvolvimento de novas terapias, segundo especialistas que participaram, neste mês, do Congresso da Associação Européia de Hematologia.

A leucemia mielóide aguda é o tipo mais comum de leucemia, atingindo cerca de 3,8 pessoas a cada 100 mil. A incidência da doença aumenta muito com a idade, passando para quase 18 casos por 100 mil em pessoas com mais de 65 anos. E a média de idade no diagnóstico é de 70 anos, para essa doença, que, se não for tratada, pode levar rapidamente à morte como resultado de infecções graves ou hemorragia.

Os especialistas reconhecem as anormalidades cromossômicas identificadas nas células com leucemia como o mais importante fator para predizer a resposta do paciente à quimioterapia e as taxas de cura. Para o especialista Hartmut Döhner, da Universidade de Ulm, na Alemanha "nos anos recentes, a identificação de alterações genéticas moleculares tem avançado bastante nossa (dos especialistas) compreensão de como a leucemia se desenvolve".

Com isso, as técnicas genômicas estão em evidência no diagnóstico e tratamento da leucemia mielóide aguda. "Ao tirar vantagem de novas técnicas genômicas, um grande número de mutações genéticas ou marcadores moleculares têm sido descobertos, o que agora nos permite desvendar a enorme heterogeneidade biológica e clínica da doença", disse o especialista, em release publicado no site da Associação Européia de Hematologia.

E, segundo Döhner, esses avanços têm um grande valor, principalmente para 40% dos casos de leucemia mielóide aguda que não apresentam anormalidades cromossômicas vivíveis nos microscópio. "Alguns marcadores têm valor preditivo, de forma que nos permite selecionar diferentes tipos de terapias".

"Finalmente, uma melhor compreensão das bases moleculares, agora, prepara o caminho para o desenvolvimento de novas terapias genéticas específicas e direcionadas a estes defeitos", completou Döhner.

Fonte: Congress of the European Hematology Association; News release. 14 de junho de 2008.

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