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Insônia crônica: risco para o desenvolvimento de depressão e ansiedade

27 de julho de 2007 (Bibliomed). A AIDS constitui uma das piores mazelas que acometem o mundo atualmente. A cada ano, milhares e milhares de indivíduos, independentemente da classe social, sexo e idade, são acometidos por essa enfermidade. Apesar disso, o tratamento ainda não se encontra disponível para todos, ocorrendo cada vez mais mortes em prol dessa doença.

No International Women’s summit: Women’s Leadership on HIV and AIDS, ocorrido em Nairobi, Quênia, no dia 5 de julho deste ano, a diretora geral da Organização das Nações Unidas (ONU), doutora Margaret Chan, realizou um discurso a respeito da epidemia de AIDS.

De acordo com o relato feito, no final de 2003, mais de quatro milhões de africanos necessitavam de tratamento antiretroviral. Em contrapartida, apenas 100.000 recebiam os medicamentos. Esse triste fato representava um estado de calamidade, no qual médicos não podem prescrever a terapia, pacientes não a podem requerer e os governantes não a podem pagar. Diante disso, a diretora da ONU faz um apelo para que medidas eficazes sejam estabelecidas. Segundo a mesma, diante da epidemia vigente, estamos correndo ainda atrás.

Conforme dados estatísticos, para cada pessoa que inicia o tratamento contra HIV/AIDS, outras seis novas são infectadas, em menos de um ano. Como evitar tal situação é o principal enfoque feito no discurso de Chan. De acordo com a representante da ONU, três são os principais passos a serem seguidos para se combater a epidemia da AIDS: primeiro, estabelecer o tratamento e o acesso universal da terapia antiretroviral; segundo, enfatizar todas as medidas de prevenção, principalmente na faixa etária pediátrica. A cada ano, meio milhão de crianças nascem infectadas pelo vírus HIV, sendo que 80% se encontra na África sub-saariana. Esse fato se deve, principalmente, às poucas medidas de profilaxia feitas com gestantes, para impedir a transmissão vertical (apenas 1 em 10 mulheres a recebem).

A capacidade de se evitar a ocorrência de transmissão, da mãe para o filho, é algo indiscutivelmente promissor. Em virtude disso, a diretora geral da ONU afirma que as mulheres devem ter um papel primordial no controle da doença, este papel foi eleito pela Dra Chan, como o terceiro e principal passo a ser dado contra a AIDS. Toda mulher deveria ter a oportunidade de saber se está ou não infectada; o casamento, hoje em dia, não constitui mais uma segurança quanto a esse fato.

Trabalhos comunitários, promovendo a saúde da mulher, demonstram efetivos resultados. A partir de análises feitas, em locais nos quais a mulher apresenta poder de opinar, notou-se uma maior estabilidade, seguridade e bem-estar, assim como um menor índice de novos casos e melhor controle da doença. Em vista disso, segundo a Dra Margaret Chan, as mulheres podem ser consideradas como principais representantes no controle da epidemia, e sua conscientização beneficiará não somente a sociedade, mas toda a saúde pública.

Fonte: WHO -  (July 2007)

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