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16 de março de 2026 (Bibliomed). Concussões e lesões cerebrais traumáticas têm sido consideradas uma possível causa de esclerose lateral amiotrófica (ELA), também conhecida como doença de Lou Gehrig. Mas um novo estudo argumenta que a associação pode ser inversa, com as concussões servindo como um sinal de alerta precoce em pessoas que já estão nos estágios iniciais da doença.
A perda do controle muscular que acompanha o estágio inicial da ELA pode aumentar o risco de quedas ou acidentes que causam concussão. Se isso for verdade, então as concussões em alguns indivíduos talvez reflitam uma consequência da ELA subclínica precoce, explicam pesquisadores do Hospital Universitário Queen Elizabeth em Glasgow, no Reino Unido, responsáveis pelo estudo.
Para o estudo, os pesquisadores compararam cerca de 85.700 pacientes que sofreram traumatismo cranioencefálico (TCE) com mais de 257.000 pessoas semelhantes, sem histórico de TCE. Durante um período de acompanhamento de quase seis anos, ocorreram 150 casos de ELA entre todos os participantes do estudo. Os resultados mostraram que lesões cerebrais traumáticas foram associadas a um risco mais que dobrado de desenvolver ELA.
No entanto, os pesquisadores descobriram que esse risco maior dura apenas dois anos após a concussão. Além disso, não houve diferença na idade do diagnóstico ou na idade de óbito entre os pacientes com ELA que sofreram uma concussão e aqueles que não sofreram. De acordo com os autores, nesse contexto, parece plausível que o alto risco de ELA observado nos anos imediatamente seguintes ao TCE possa representar causalidade reversa.
Fonte: JAMA Network Open. DOI: 10.1001/jamanetworkopen.2025.35119.
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