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Nível Alto de Estrogênio Pode Proteger Memória em Mulheres

Por Amy Norton

NOVA YORK (Reuters Health) - Mulheres mais velhas com níveis de estrogênio naturalmente altos estão menos propensas a apresentar queda de sua capacidade mental com a idade, sugerem resultados de um novo estudo. As descobertas dão suporte à idéia de que a terapia de reposição de estrogênio após a menopausa pode proteger as mulheres da doença de Alzheimer, afirmam pesquisadores.

Em um estudo de 425 mulheres com 65 anos ou mais, aquelas com níveis de estrogênio relativamente altos estavam menos propensas do que mulheres com baixas concentrações a apresentar sinais de declínio de sua atividade mental por seis anos.

Embora isso reforce a teoria de que a terapia hormonal pode reduzir o risco de Alzheimer, Kristine Yaffe disse que ainda é muito cedo para prescrever reposição de estrogênio para esse propósito.

Por outro lado, as descobertas marcam "um grande ponto para o estrogênio", disse Yaffe.

Pesquisadores coordenados por Yaffe, da Universidade da Califórnia, em São Francisco, relatam as descobertas na edição de 26 de agosto da revista The Lancet.

Estudos têm produzido resultados conflitantes ao apurar se o estrogênio previne o declínio mental.

Em uma pesquisa anterior, Yaffe não encontrou evidência de que ele não previne. O que torna o presente estudo diferente, disse Yaffe, é que sua equipe não se concentrou na quantidade total de estrogênio de cada mulher, mas na quantidade de estrogênio "livre" ou "no limite de ser liberado" no sangue.

A maioria do estrogênio circulando no corpo da mulher é limitado pela ação de uma proteína, que o impede de passar da corrente sanguínea para o cérebro. Entretanto, o estrogênio livre ou no limite de ser liberado pode romper mais rapidamente a barreira entre o sangue e o cérebro.

A partir daí, ele interage com receptores de estrogênio no cérebro. É a localização estratégica desses receptores de estrogênio - em áreas do cérebro relacionadas ao aprendizado e à memória - que pode explicar qualquer proteção que o estrogênio fornece ao cérebro.

No início do estudo, a equipe de Yaffe mediu os níveis de estrogênio livre nas mulheres e testaram a capacidade de sua atividade mental. Após seis anos, as mulheres realizaram os testes novamente.

Ao dividir as mulheres em três grupos baseados em seus níveis de estrogênio iniciais, os pesquisadores descobriram que o grupo com os maiores níveis estava 70 por cento menos propenso a sofrer de declínio da atividade mental do que aquele com o menor estrogênio livre.

A associação permaneceu mesmo quando os pesquisadores consideraram fatores como a idade, educação e se as mulheres fizeram uso de terapia de reposição de estrogênio.

Yaffe destacou que um ponto importante do estudo é que todas as mulheres apresentaram concentrações relativamente baixas de estrogênio livre, comparadas às encontradas entre mulheres mais jovens.

Isso, observa Yaffe, sugere que baixas doses de estrogênio podem ser suficientes para ajudar a prevenir a senilidade -- um fator que pode ser importante para mulheres que temem o risco maior de câncer de mama que tem sido relacionado à reposição de estrogênio.

Uma das coisas "intrigantes" da relação entre a doença de Alzheimer e o estrogênio é que as mulheres estão sob risco maior de Alzheimer do que os homens, apontou Yaffe.

A pesquisadora explicou que cientistas acreditam que isso ocorre porque as mulheres passam por uma queda repentina de estrogênio após a menopausa. Por outro lado, os homens mantêm um nível de estrogênio estável por toda a vida.

Segundo Yaffe, essa é uma evidência futura de que o uso da terapia de reposição hormonal para reverter a queda de estrogênio em mulheres mais velhas pode diminuir o risco de Alzheimer.

Sinopse preparada por Reuters Health

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