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Vírus Resistente a Droga Ameaça Transplantes bem Sucedidos

Por Amy Norton

NOVA YORK (Reuters Health) - Uma complicação de transplantes de órgãos que era facilmente tratada, a infecção por citomegalovírus (CMV) é, hoje em dia, uma ameaça crescente a transplantes bem-sucedidos, afirmam pesquisadores.

Mais receptores de transplantes estão desenvolvendo infecções por CMV resistentes a drogas, e pesquisadores afirmam que a tendência precisa ser detida com novas drogas contra o CMV.

A infecção por CMV é extremamente comum e normalmente não causa sintomas. Estima-se que mais de 85 por cento das população norte-americana tenha sido infectada, mas na maioria das pessoas o vírus permanece dormente.

Entretanto, em pessoas com os sistemas imunológicos comprometidos - como pacientes transplantados e pessoas HIV positivo - o CMV pode se tornar ativo e causar infecções oculares e cerebrais que oferecem risco de vida.

Atualmente, a infecção por CMV é tratada com uma droga chamada de ganociclovir. Em um estudo com 240 receptores de transplantes de fígado, rim e pâncreas, pesquisadores descobriram que cinco desenvolveram CMV resistente a ganociclovir.

Este número é significante, disse Ajit P. Limaye, pois, até recentemente, CMV resistente a drogas nunca ocorreu em pacientes transplantados. Além disso, a infecção causou o fracasso do transplante em três dos cinco pacientes.

Limaye e sua equipe, da Universidade de Washington, em Seattle, relatam suas descobertas na edição de 19 de agosto de The Lancet.

Quatro dos cinco pacientes receberam um rim ou pâncreas ou somente um pâncreas e estavam entre aqueles que receberam as drogas imunosupressoras mais potentes. Os pacientes transplantados devem tomar estas drogas para prevenir que seus organismos rejeitem os novos órgãos e para fazer isso os regimes de drogas estão se tornando cada vez mais fortes, destacou Limaye. Os efeitos negativos são que a forte supressão imunológica expõe os pacientes a um maior risco de infecção.

Muitos pacientes transplantados também recebem ganociclovir rotineiramente para prevenir doença do citomegalovírus. Limaye disse que não é claro porque os pacientes envolvidos em seu estudo apresentaram CMV resistente a drogas, mas ele especulou que as doses de drogas que, tipicamente, os pacientes recebem são insuficientes para destruir o vírus. Desse modo, os vírus que sobrevivem e mais tarde desencadeiam doença de CMV são resistentes ao ganociclovir.

A atual falta de drogas anti-CMV é um problema grande, de acordo com Limaye. "Este é uma razão para os laboratórios desenvolverem novas drogas", disse Limaye. "Com o número crescente de transplantes de órgãos a cada ano, (a resistência ao ganociclovir) irá se tornar um problema maior".

Sinopse preparada por Reuters Health

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