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Alerta Sobre Álcool Deve Ter Foco em Certas Futuras Mamães

Por Nancy Deutsch

NOVA YORK (Reuters Health) - Campanhas de saúde criadas para educar as mulheres sobre os riscos de beber álcool na gravidez deveriam enfocar as necessidades especiais daquelas que correm mais risco, sugerem os resultados de um estudo.

Mulheres que bebem muito frequentemente continuam a beber durante a gravidez e precisam de conselhos para reduzir a bebida - e na quantidade de álcool que constitui a definição médica de beber, conforme o relatório.

Mulheres afro-americanas e indígenas são consideradas em alto risco por beberem mais durante a gravidez, o que é responsável pelos altos índices de crianças nascidas com síndrome do alcoolismo fetal nesses grupos.

Deveria ser dito a essas mulheres que reduzir a bebida pode ajudar se a abstinência total não puder ser alcançada, explicou a autora da pesquisa Lee Ann Kaskutas, do Grupo de Pesquisa em Álcool, em Berkeley (Califórnia).

Mulheres que bebiam quando ficaram grávidas são menos suscetíveis a parar de beber e algumas podem não perceber a necessidade de parar de tomar, disse Kaskutas.

"É difícil porque queremos lançar a mensagem de não beber", disse ela. "Como a abstinência deve ser o objetivo, qualquer redução pode ter efeitos positivos."

Pesquisadores não sabem qual a quantidade mínima de álcool segura durante a gravidez, apontou Kaskutas. Mulheres que bebem álcool deveriam saber que beber menos ajudaria seu bebê e programas que as ajudem a fazer isso são necessários.

Uma descoberta surpreendente ao observar 321 mulheres (102 índias, 185 afro-americanas e 34 brancas na região da Califórnia) foi que muitas mulheres consomem drinques com tamanho maior que o normal.

Algumas relataram que bebem pelo menos uma vez por dia uma garrafa de 1.113 gramas de bebida alcoólica produzida com malte.

"Podemos basear nossos níveis de risco na quantidade errada de bebida e podemos nos enganar sobre os riscos das mulheres em nosso programa se não levarmos em conta o tamanho que drinque pode ter", disse Kaskutas.

Outra descoberta alarmante foi que os grupos enfocados de mulheres negras e índias relataram acreditar que "se não queima, quando está bebendo, está tudo bem", disse Kaskutas à Reuters Health. "Isso é assustador". Existem muitos drinques alcoólicos adocicados e com embalagens decorativas que essas mulheres parecem não considerar álcool, disse ela.

Apenas um quarto da amostra poderia identificar, pelo menos, um fator de risco associado à síndrome fetal de alcoolismo e apenas um quinto sabia que a causa da síndrome era relacionado ao álcool, conforme o relato publicado na edição de agosto do Alcoholism: Clinical and Experimental Research (Alcoolismo : Pesquisas Clínicas e Experimentais).

"Fiquei surpresa que tão poucas mulheres puderam identificar um defeito congênito ou soubessem que cortar o álcool (consumo de álcool) pode ajudar", disse Kaskutas. "Deveríamos ter campanhas de saúde dirigidas a estes assuntos."

O relato também chama a atenção para a necessidade de educar as mulheres sobre a equivalência do álcool - uma garrafa de 1.113 g de malte contém mais álcool do que 28 g de uísque ou uma garrafa de 340 g de cerveja.

O estudo foi financiado pelo National Institute for Alcohol Abuse and Alcoholism (Instituto Nacional para o Abuso do Álcool e o Alcoolismo) dos Estados Unidos.

Sinopse preparada por Reuters Health

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