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TDAH atinge grande número de crianças e adolescentes

03 de Julho de 2003 (Bibliomed). Notas baixas, problemas de comportamento, dificuldade de prestar atenção na aula, distrair-se facilmente e a não adaptação escolar são comuns entre crianças e adolescentes portadoras de TDAH.

“Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade é um problema que atinge um grande número de crianças e adolescentes, que tem o seu desempenho escolar prejudicado e o desinteresse pelos estudos aumentado”, afirma a psicóloga e mediadora familiar, Graziela Zlotnik Chehaibar.

Segundo a psicóloga, o TDAH afeta, com freqüência, crianças em idade escolar. “Uma das principais dificuldades dos alunos portadores de TDAH são os problemas de comportamento no ambiente da escola, que se manifestam pela dificuldade de obedecer a um código disciplinar rígido e pela agitação na sala de aula”, destaca a especialista.

Conforme o sexo da criança ou adolescente, os sintomas da doença se apresentam de forma diferentes. As meninas com hiperatividade são quietas e muito desatentas, classificadas como aluna comportada que não participa da aula, mas também não atrapalha, com grande facilidade em desviar a sua atenção. Já os garotos são inquietos, falantes e não se incomodam para o que está sendo ensinado, atrapalhando a aula.

“Um dos problemas que interferem na demora do diagnóstico da doença é o despreparo dos professores, que estão sempre muito sobrecarregados de tarefas e não conseguem prestar atenção nos sintomas do distúrbio”, diz a psicóloga. “O aluno passa a ser considerado como desleixado, preguiçoso e indolente, e mandá-lo para a Diretoria é a forma mais eficaz para restabelecer a ordem na classe”.

Segundo Graziela, as crianças com TDHA são muito criativas e conseguem pensar em várias coisas ao mesmo tempo e, conseqüentemente, se distrair com facilidade.

“Ao perceber que o seu filho não está indo bem na escola, mas é dotado de uma criatividade incrível, e se a convivência na família e entre os colegas de escola está boa, o ideal é procurar um psicólogo para uma consulta, e assim descobrir se o mesmo é portador de TDHA ou outro tipo de problema, definindo rapidamente um tratamento”, conclui Graziela.

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