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21 de janeiro de 2026 (Bibliomed). Uma pesquisa usando dados do UK Biobank analisou quase 30 mil exames de imagem do cérebro e encontrou associação entre maior consumo de alimentos ultraprocessados e diferenças em estruturas cerebrais. Os autores sugerem que essas alterações podem favorecer um ciclo de “mais vontade de comer” e padrões de consumo que lembram dependência, o que ajudaria a explicar a compulsão alimentar em algumas pessoas.
É importante destacar: o estudo mostra uma associação, mas não prova que os ultraprocessados sejam a causa direta das mudanças. Mesmo assim, os achados preocupam porque os efeitos não parecem ser explicados apenas por obesidade ou inflamação.
Os pesquisadores levantam hipóteses sobre o papel de ingredientes típicos desses produtos — como aditivos, aromatizantes e emulsificantes —, mas reforçam que são necessários estudos mais detalhados.
O trabalho também lembra que “processado” não é sempre vilão (por exemplo, leite pasteurizado e vegetais congelados). O maior alerta é para ultraprocessados como snacks, embutidos e refeições prontas. Reduzir o consumo desses itens pode ser uma medida relevante de saúde pública.
Fonte: npj Metabolic Health and Disease. DOI: 10.1038/s44324-025-00056-3.
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