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Escorpião é nova arma no tratamento do diabetes

31 de Janeiro de 2003 (Bibliomed). Uma equipe de cientistas brasileiros e italianos descobriu que o veneno do escorpião tem capacidade para multiplicar as ilhotas de Langherans, minúsculas estruturas do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. A pesquisa começou há cinco anos, quando os cientistas observaram uma proliferação anormal das ilhotas no pâncreas de um homem morto, vítima de picadas de escorpião. O resultado final do estudo revelou que o veneno contém substâncias capazes de estimular a multiplicação das ilhotas e o próximo passo dos pesquisadores será isolar essa substância, presente na peçonha do escorpião, para a fabricação de um medicamento que possa estabilizar, ou até mesmo, curar o diabetes.

Atualmente, a técnica mais eficaz tem sido o transplante das ilhotas de Langherans, indicado para o tratamento dos diabéticos mais graves e que substitui as injeções diárias de insulina. Consiste na introdução de ilhotas no abdome, através de um corte de dois milímetros, que foram retiradas de uma pessoa morta, tratadas e purificadas em laboratório. A técnica vem sendo utilizada com sucesso desde 2000, na Universidade de Alberta, no Canadá. Apenas treze centros de saúde, em todo o mundo, têm capacidade para realizar o procedimento, entre eles, Estados Unidos, Inglaterra, Canadá e Brasil. Em dezembro do ano passado, foi realizado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, o primeiro transplante de ilhotas da América Latina.

O diabetes, uma doença causada pela insuficiência de insulina e o conseqüente aumento de açúcar no sangue, vem tomando proporções epidêmicas. Estima-se que 300 mil brasileiros morrem todos os anos devido a infarto ou derrame, dos quais 40% são diabéticos. Além dos doentes, existem cerca de 5 milhões de brasileiros com tendência ao diabetes e a metade não tem conhecimento do fato. Este ano deve chegar ao Brasil uma insulina (Lantus) que atua por aproximadamente 24 horas. Outra novidade, prevista para os próximos cinco anos, são as insulinas inaláveis, sendo uma em pó (Exubera) e outra líqüida (Aerx).

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