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Projeto de Parasita já Conta Financiamento

A Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo – Fapesp será a financiadora do projeto de genoma para o mapeamento do vibrião da cólera. O projeto que está sendo preparado pelos pesquisadores desses patógenos fazem parte dos primeiros sequenciamentos genéticos realizados no Brasil.

Este trabalho deve começar até o final do ano, a partir do sequenciamento genético de alguns parasitas, geralmente responsáveis por várias doenças com grande impacto na epidemiologia no país. O projeto está batizado como Genoma Parasita que inicialmente deve estudar os causadores da malária, da doença de Chagas, da esquistossomose, da paracoccidioidomicose – uma das dez primeiras causas de mortalidade entre as doenças infecciosas é a leishmaniose.

Além disso, estas enfermidades são consideradas como típicas de países em fase de desenvolvimento – um dos interesses por parte dos pesquisadores de países já desenvolvidos.

O fungo Paracoccidioides brasilienses é comum na América Latina, em especial no Brasil. Esta doença ataca geralmente os pulmões e às vezes outros órgãos. Seu nível de mortalidade é comparável as grandes endemias nacionais como a malária, tuberculose, sífilis, hanseníase e doença de Chagas. Outra proposta do projeto é início ao sequenciamento de outros parasitas.

Vibrião

A cólera é uma doença transmissível que atinge o intestino, sendo causado pelo vibrião colérico – vibro cholerae. A sua transmissão se dá a partir da entrado do vibrião no organismo pela boca. Os bacilos normalmente são destruídos no estômago pelo ácido gástrico, mas se existir um grande número, eles conseguem vencer esta fase. O restante dos embriões, os sobreviventes, se instala no organismo. Entre a entrada do bacilo até o surgimento dos primeiros sintomas, pode haver uma variação de tempo, entre horas até quatro ou cinco dias. Os sintomas normalmente são a diarréia intensa, desidratação, vômitos, queda de temperatura, caibras musculares e intestinais.

O tratamento tem a sua base na hidratação, através de soro que pode ser usado por via oral ou endovenosa, de acordo com a gravidade da doença. Se caso for tratada a tempo, a doença geralmente desaparece em curto espaço de tempo. Em determinadas situações, caso haja alguma demora no tratamento, pode acontecer maiores complicações como a insuficiência renal aguda, por exemplo.

Como prevenção, as autoridades sanitárias recomendam cozinhar bem os alimentos, maior higiene, intensificar os cuidados com os alimentos crus deixando-os de molho por meia hora em água tratada, ferver o leite, entre outros, além de uma limpeza dos reservatórios (caixas) de água.

O cólera já castiga a humanidade há mais de dois mil anos e, segundo a OMS- Organização Mundial de Saúde mais de 220 mil casos foram registrados no último ano, além do registro de inúmeras mortes. A doença ainda afeta vários países da África, Ásia e América Latina, em especial, em lugares onde a água é contaminada com freqüência. Nos países industrializados, a doença já foi erradicada.

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