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EUA pode ter epidemia de herpes genital se não investir em prevenção

07 de Novembro de 2002 (Bibliomed). Se não forem adotadas medidas preventivas eficientes, em 2025 o herpes genital poderá atingir cerca de 50% das mulheres e 40% dos homens norte-americanos com idades entre 15 e 39 anos, o que representaria um gasto anual de US$ 2,7 bilhões no combate à infecção – US$ 900 milhões a mais que foi gasto em 2000. Foi o que indicou um modelo matemático desenvolvido por especialistas canadenses na área de saúde pública.

O herpes é uma doença sexualmente transmissível causada pelo vírus herpes simplex (HSV, na sigla em inglês). O HSV tipo-1, conhecido como herpes oral, geralmente causa bolhas na boca ou no rosto. Já o HSV tipo-2 afeta a área genital e por isso é denominado herpes genital.

A equipe de David N. Fisman, da Universidade McMaster em Hamilton, em Ontário (Canadá), afirmou que “sem intervenção as projeções indicam que a prevalência das infecções por HSV-2 entre indivíduos com idades entre 15 e 39 aumentará para até 39% entre homens e 49% entre mulheres até 2025”. Os pesquisadores ressaltaram, no entanto, que “qualquer profecia sobre a epidemiologia futura de uma doença infecciosa deve ser interpretada com cautela”.

Os especialistas acreditam que atualmente cerca de 22% dos adultos norte-americanos estejam infectados com o herpes genital – a causa mais comum de doença genital ulcerativa nos EUA, de acordo com um trabalho publicado na edição de outubro da revista científica Sexually Transmitted Diseases. O risco é potencializado porque o portador pode transmitir o vírus mesmo sem manifestar os sintomas da doença.

Para deter a disseminação do vírus uma série de ações de saúde pública está sendo formulada, incluindo exames de sangue para identificar as pessoas que estão infectadas, apesar de não apresentar os sintomas da doença, e programas para aumentar o uso de preservativos. Os pesquisadores também estão desenvolvendo vacinas e drogas para suprimir o vírus e prevenir sua disseminação. Os pesquisadores defendem que, apesar de caras, essas ações poderiam economizar gastos, “tendo em vista os altos custos que uma epidemia de HSV-2 poderia gerar”.

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