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Exercício intenso ajuda a reduzir risco cardiovascular, diz estudo

29 de Outubro de 2002 (Bibliomed). Não apenas a freqüência e o tipo das atividades físicas praticadas são importantes para diminuir o risco de doenças cardiovasculares, como também a intensidade dos exercícios. Foi o que sugeriu um estudo inédito, realizado com 44.452 homens com idades entre 40 e 75 anos. Segundo os pesquisadores da Escola de Saúde Pública de Harvard, em Boston (Massachusetts, EUA), correr, fazer musculação, remar e caminhar rapidamente são atividades particularmente benéficas para a saúde do coração.

Em artigo publicado na edição de 23 a 30 de outubro do Journal of the American Medical Association, os pesquisadores disseram que embora os exercícios moderados, como a caminhada rápida, diminuam o risco de ocorrência de problemas cardíacos, os exercícios mais intensos são mais eficientes nessa tarefa. “Aumentar a quantidade de atividade física e a intensidade dos exercícios aeróbicos - de baixa para moderada e de moderada para alta - e adicionar musculação ao programa de exercício estão entre as estratégias mais efetivas para diminuir o risco de doença coronariana em homens”, disseram.

A pesquisa foi realizada entre 1986 e 1998. A cada dois anos, os pesquisadores avaliavam os participantes para verificar seus hábitos de exercício e a saúde do coração. Nesse período, foram documentados 1.700 novos casos de doença cardíaca. Os homens que relataram correr uma hora ou mais por semana apresentaram um risco 42% menor de desenvolver problemas cardíacos que os participantes que não corriam. Os que faziam musculação por no mínimo 30 minutos por semana obtiveram uma redução de 23%, e os que passaram uma hora ou mais por semana remando apresentaram uma diminuição de 18%.

Os cientistas constataram ainda que aqueles que praticavam níveis moderados ou altos de atividade física tiveram uma diminuição de, respectivamente, 6% e 17% no risco de desenvolver doença cardíaca, em comparação com os voluntários que faziam exercícios de baixa intensidade.

Para os pesquisadores, a caminhada em passo lento não reduz o risco de problemas cardíacos – a diminuição na probabilidade de desenvolver doença coronariana foi de 18% naquelas pessoas que faziam meia hora por dia de caminhadas rápidas. Os pesquisadores alertaram, no entanto, que ainda são necessários mais estudos para confirmar se é justificada a realização de treinamento físico mais intenso para prevenir as doenças coronarianas.

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