Notícias de saúde
02 de março de 2026 (Bibliomed). Aplicativos de saúde têm sido cada vez mais usados para ajudar pacientes a acompanhar tratamentos e cuidar do bem-estar. No entanto, um estudo recente mostrou que um aplicativo desenvolvido para mulheres que sobreviveram ao câncer de mama não trouxe melhora significativa na qualidade de vida dessas pacientes após muitos anos do tratamento.
A pesquisa avaliou 201 mulheres que estavam livres do câncer havia mais de cinco anos, em média 11 anos após o diagnóstico. Metade das participantes utilizou, por três meses, um aplicativo com orientações sobre saúde, autocuidado e possíveis efeitos tardios do tratamento. A outra metade recebeu apenas o acompanhamento habitual oferecido pelos serviços de saúde.
Ao final do estudo, os pesquisadores compararam a qualidade de vida das participantes por meio de um questionário utilizado em pesquisas sobre sobreviventes de câncer. O resultado mostrou que não houve diferença importante entre as mulheres que usaram o aplicativo e aquelas que seguiram apenas o acompanhamento convencional.
Um dado curioso foi observado entre as usuárias do aplicativo: houve uma pequena redução no chamado bem-estar espiritual, embora os pesquisadores afirmem que ainda não está claro se esse resultado tem importância clínica.
Segundo os autores, ferramentas digitais podem ser úteis em fases mais próximas ao tratamento, mas sobreviventes de longo prazo talvez precisem de estratégias mais personalizadas, com maior interação com profissionais de saúde.
Copyright © 2026 Bibliomed, Inc.
Veja também
todas as notícias