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Doenças do coração tornam-se principal risco para sobreviventes de câncer a longo prazo

02 de março de 2026 (Bibliomed). Sobreviver ao câncer é um grande avanço da medicina moderna. No entanto, um novo estudo alerta que muitos sobreviventes podem enfrentar outro desafio anos depois: doenças cardiovasculares.

A pesquisa analisou dados de mais de 95 mil pessoas com 66 anos ou mais que haviam superado câncer de mama, próstata, cólon ou reto e estavam livres da doença havia pelo menos cinco anos. Os participantes foram acompanhados por até 15 anos após o diagnóstico.

Os resultados mostraram que 23% dos sobreviventes desenvolveram algum problema cardiovascular, como infarto, derrame ou insuficiência cardíaca. Curiosamente, na maioria dos casos, o risco não estava relacionado diretamente ao tratamento do câncer.

Os fatores que mais influenciaram foram idade avançada, hipertensão, diabetes e histórico prévio de problemas cardíacos. Em algumas situações específicas, como câncer de mama em estágio avançado ou câncer de próstata tratado com radioterapia associada à terapia hormonal, o risco foi um pouco maior.

Com base nos dados, os pesquisadores criaram uma forma de classificar os pacientes em grupos de risco. Aqueles no grupo mais vulnerável tinham até quatro vezes mais chance de desenvolver doença cardiovascular.

A principal conclusão é que, após o tratamento do câncer, cuidar da saúde do coração deve ser uma prioridade, com controle da pressão arterial, colesterol, glicemia e prática regular de atividade física.

Fonte: JNCI: Journal of the National Cancer Institute. DOI: 10.1093/jnci/djaf243.

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