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Exames não descartam contaminações por vírus da Aids e Hepatite C em transfusão de sangue

25 de Julho de 2002 (Bibliomed). A divulgação recente de que uma menina de dez anos foi contaminada com o vírus da Aids depois de receber uma transfusão de sangue levantou dúvidas sobre a segurança dos testes realizados nas doações. A menina recebeu a transfusão na Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, em São Paulo, em fevereiro de 2001. Casos como esse acontecem em todo o mundo - essa semana foram notificados dois na Flórida (EUA). Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão do Ministério da Saúde, foram notificados no Brasil três casos de contaminação com HIV em transfusão em 2000 (índice de 0,1%, que se manteve de 1998 a 2000). Em 1996, foram 326 registros (1,6%).

Em nota oficial, o diretor da Anvisa, Claudio Maierovitch Pessanha Henriques, esclareceu que não é possível eliminar totalmente o risco de contaminação pelo vírus da Aids, assim como o da Hepatite C, apesar do rigoroso controle do sangue adotado, porque ainda não foram desenvolvidos exames capazes de detectar essas doenças sem considerar a "janela imunológica", período entre a contaminação e a possibilidade de detecção dos vírus no organismo. Os testes usados no Brasil atualmente são capazes de detectar os anticorpos para o vírus do HIV após 22 dias da contaminação e de 70 a 82 dias após a contaminação pelo vírus da hepatite C.

Henriques explica que risco será menor com a introdução do Teste de Ácido Nucléico (NAT), prevista ainda para este ano nos serviços de hemoterapia brasileiros.O NAT já é feito na Europa, Estados Unidos, Austrália e Japão, e reduz o risco em 50% no caso do HIV (de 22 para 11 dias) e de 72% para o HCV (de 82 para 23 dias). Mas, os cuidados com a qualidade do sangue devem começar na seleção do doador, passando pela obtenção dos produtos finais, sua distribuição e a indicação de uso dos hemocomponentes. A hemorrede pública no Brasil é composta por 3.264 serviços e receberá R$ 127 milhões do governo Federal de 2001 a 2003. Vale lembrar que os doadores não correm qualquer risco de contrair doenças.

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