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Betabloqueadores não aumentam risco de depressão e problemas sexuais

22 de Julho de 2002 (Bibliomed). O tratamento a base de betabloqueadores - medicamento usado para tratar hipertensão e alterações no ritmo dos batimentos cardíacos - não provoca necessariamente depressão, fadiga e disfunções sexuais. Foi isso que revelou um artigo publicado na edição de 17 de julho do Journal of the American Medical Association, com base em uma revisão de estudos clínicos feita pela equipe de Dennis T. Ko, da Universidade Yale, em New Haven (EUA). A equipe revisou 15 estudos, que envolveram no total mais de 35 mil pessoas, acompanhadas por pelo menos seis meses.

No estudo, os pesquisadores não constataram um aumento significativo no risco dos adultos tratados com betabloqueadores apresentarem sintomas de depressão. Mas, 18 em cada mil pacientes tratados por um ano com esses medicamentos informaram aumento da fadiga e 5 em cada mil pacientes relataram aumento na disfunção sexual. Ainda assim, os pesquisadores acreditam que os benefícios da terapia com betabloqueadores superam os riscos para alguns pacientes. “Nossas conclusões deveriam reduzir as preocupações com a possibilidade de o tratamento prolongado com betabloqueadores provocar aumento substancial desses sintomas, que comprometem a qualidade de vida. Os resultados deveriam estimular também a implementação dessa terapia capaz de salvar vidas”, avaliou a equipe.

Embora os betabloqueadores estejam associados a efeitos colaterais que afetam a qualidade de vida dos pacientes, essas drogas aumentam a sobrevida após o enfarte e previnem a reincidência da enfermidade. "Por causa do aumento da sobrevida associado à terapia com betabloqueadores, as preocupações com o surgimento de efeitos adversos não deveriam impedir os médicos de começar um tratamento prolongado quando houver indicação, embora seja prudente permanecer vigilante sobre os efeitos colaterais", concluiu a equipe. Quando compararam os betabloqueadores antigos com os de nova geração, os cientistas não constataram diferença nas taxas de ocorrência de sintomas depressivos e de disfunção sexual, mas constataram que os remédios de geração mais antiga mostram maior propensão a provocar fadiga.

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