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Notícias de saúde

Novo alerta contra a dengue

10 de Junho de 2002 (Bibliomed). Cidades do interior de São Paulo continuam preocupadas com a dengue. Municípios como Piracicaba e Campinas, onde a doença teve grande incidência no verão, ainda continuam a sofrer com a ameaça do mosquito.

A Direção Regional de Saúde de Piracicaba esperava a redução do número de casos com a baixa de temperatura mas isso não ocorreu. Em Campinas, houve diminuição na curva de ocorrência mas o cenário ainda é preocupante na opinião da diretora de Vigilância Epidemiológica da Dir 12, Márcia Regina Paccola. De acordo com ela, a falta de variação na temperatura ainda favorece a proliferação dos mosquitos.

As duas cidades já começam a pensar em estratégias para conter a doença e manter o combate aos focos de larvas também no inverno. Márcia Regina afirma que todos os recursos utilizados no verão, tradicionalmente o período mais crítico, serão mantidos no inverno. Entre eles está o uso de inseticidas, os arrastões para combater focos de larvas e, principalmente, a orientação a moradores para que evitem manter água parada em suas casas. Somente este ano, Campinas registrou 1.296 casos de dengue.

Na Baixada Santista, o risco de uma epidemia de dengue hemorrágica no ano que vem vai obrigar o governo estadual a liberar mais verba para combater a doença. Dos 26.759 casos de dengue confirmados este ano no estado de São Paulo, 64,9% estão concentrados nas cinco principais cidades da região metropolitana da Baixada Santista.

Em reunião do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Baixada Santista, representantes dos municípios se disseram impotentes para conter o avanço da epidemia e reivindicaram socorro financeiro dos governos estadual e federal. O secretário de Saúde de Santos, Tomas Soderberg disse que, se a verba não vier, não haverá como controlar a doença no ano que vem.

Segundo ele, as prefeituras apresentarão, hoje, um diagnóstico das necessidades de cada município para que o estado decida o que fazer.

Já foi criado um grupo de financiamento com o objetivo de buscar recursos adicionais nas esferas estadual e federal. José Ricardo Di Renzo, diretor regional de saúde da Baixada Santista, afirma que a região precisa de um regime especial de repasse de verbas, dada a intensidade da epidemia e a perspectiva de piora no ano que vem.

Atualmente, a prefeitura de Santos, por exemplo, recebe, por ano, R$ 2,20 por habitante para aplicar em ações contra cerca de 40 doenças endêmicas, entre as quais a dengue. Em 1997 esse valor era de R$ 3. Segundo Soderberg, além dos R$ 74,9 mil mensais que recebe do Ministério da Saúde, a prefeitura de Santos gasta, em recursos próprios, outros R$ 250 mil mensais para conter a dengue, o que não impediu a cidade de se tornar recordista da doença em São Paulo.

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