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Novo medicamento para doença de Parkinson

06 de Maio de 2002 (Bibliomed). A doença de Parkinson é uma doença progressiva, atualmente sem cura, que faz com que o indivíduo perca controle da movimentação fina, apresentando tremores incontroláveis e perda do equilíbrio, além de perda do olfato e dificuldades de falar e sorrir. Está afetando uma parcela cada vez maior da população, não se sabe ainda se devido ao envelhecimento geral da população mundial ou se por exposição a fatores ambientais que aumentem o risco da doença.

É mais comum na terceira idade, e ocorre por morte de células de uma parte do cérebro responsável por produzir substâncias responsáveis pelo controle da movimentação voluntária do paciente. Milhões de pessoas no mundo todo sofrem da doença, inclusive aqueles nos quais a morte das células cerebrais ocorreu por outros fatores além do envelhecimento, como boxeadores. Os boxeadores, devido a traumas repetidos na cabeça, estão sob risco aumentado de morte de certas populações de células cerebrais, inclusive as que causam o mal de Parkinson. O maior boxeador de todos os tempos, Muhammed Ali, sofre deste tipo precoce da doença de Parkinson.

Atualmente, os medicamentos utilizados para o controle da doença trazem um alívio parcial dos tremores, mas perdem eficácia com o tempo. A principal droga atualmente utilizada é a levodopa, e é mais eficiente nos estágios iniciais da doença.

Uma nova droga experimental está mostrando resultados animadores no controle desta doença, trazendo melhora dramática para pacientes que são portadores do mal de Parkinson. A droga, chamada GDNF – sigla em inglês para fator neurotrófico derivado da glia – é um fator de crescimento natural que é necessário para que as células cerebrais produzam dopamina – a substância cerebral necessária para transmitir impulsos do cérebro para o resto do corpo e que está em falta na doença. Em um estudo piloto realizado no Frenchay Hospital em Bristol, no sudeste da Inglaterra, a administração desta droga auxiliou cinco pacientes a se movimentarem melhor, e em um dos pacientes, recuperou também o olfato e o sorriso.

O Dr. Steven Gill, neurocirurgião que lidera o grupo de pesquisadores, está muito esperançoso com os resultados obtidos com o uso deste medicamento.

O Dr. Gill, porém, adverte que os resultados ainda são preliminares, necessitando de estudos adicionais para verificação da duração dos efeitos e para avaliação de quais pacientes portadores do mal de Parkinson seriam beneficiados com a droga. Além disto, terão de ser feitos estudos para confirmação da segurança da droga.

Esta é a primeira vez em que um fator de crescimento – substância natural que estimula o crescimento de células ou outras estruturas no corpo – é utilizado para fins terapêuticos. Os pesquisadores esperam que, se forem confirmados os benefícios advindos do uso da droga, a mesma possa estar disponível para consumo geral dentro de quatro a cinco anos.

Copyright © 2002 Bibliomed, Inc.

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