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Pesquisa relaciona fatores genéticos a desenvolvimento da osteoporose

29 de Abril de 2002 (Bibliomed). A mistura de raças no Brasil pode ser responsável pela maior ocorrência de algumas doenças. Pesquisas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) sugerem que o desenvolvimento da osteoporose, por exemplo, pode estar ligado a questões genéticas ou a fatores ambientais. Na maior parte dos casos, no entanto, os fatores hereditários têm se mostrado marcantes para o surgimento da doença. Os pesquisadores de Endocrinologia da universidade explicam que 85% da densidade do tecido ósseo é determinada geneticamente. O estudo dos genes seria, então, a solução para descobrir a predisposição a desenvolver a doença.

A Unifesp acompanhou 220 mulheres com idades entre 20 e 29 anos, que foram submetidas a exames de sangue que identificaram alterações no gene colágeno tipo 1 e a testes que mediram a densidade óssea. A intenção dos pesquisadores foi verificar a relação entre a densidade óssea e os genes. Estudos semelhantes, feitos na Europa, associaram as alterações no gene do colágeno à ocorrência da osteoporose.

No Brasil, a pesquisa não obteve os mesmos resultados. Apesar das brasileiras possuírem o polimorfismo genético, ele não foi associado à ocorrência da doença ou à menor densidade óssea.

O colágeno é uma proteína encontrada em quantidade abundante nos ossos. A substância tem papel fundamental na formação da estrutura óssea. Para os especialistas, as pesquisas brasileiras sempre terão resultados muito particulares, já que a população, e suas características, é formada pela mistura de muitas raças. A herança genética de um branco, negro ou índio pode ser preponderante, influenciando ou não para a ocorrência de alguns problemas.

Ou seja, um branco que tenha parentes negros pode conter características genéticas de negros que sejam mais marcantes do que as características comuns aos brancos.

No que diz respeito à osteoporose, os médicos sabem que os fatores genéticos não são os únicos responsáveis pela ocorrência da doença. Além do sexo, raça, tipo físico, constituição óssea e histórico familiar serem importantes, já se sabe que a osteoporose pode ocorrer com a diminuição do hormônio estrógeno, o sedentarismo, a ingestão de uma dieta pobre em cálcio e vitamina D e o uso de alguns tipos de medicamentos. Com o enfraquecimento dos ossos, as fraturas podem ocorrer mais facilmente. Quando a fratura atinge partes específicas do corpo, como o colo do fêmur, o caso é mais grave e pode levar à morte. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que 1/3 das mulheres brancas com mais de 65 anos são portadoras da doença. Pelo menos metade das mulheres com mais de 75 anos deve sofrer algum tipo de fratura.

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