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Minas Gerais tem o primeiro caso de malária este ano

25 de Abril de 2002 (Bibliomed). Depois de três anos, Minas Gerais volta a registrar um caso de malária contraída dentro do próprio Estado. A vítima, um homem de 38 anos, cuja identidade foi mantida em sigilo, contraiu a doença em Paracatu, região Noroeste de Minas, a 492 quilômetros de Belo Horizonte. A confirmação do caso foi anunciada na segunda-feira passada pela superintendente de Epidemiologia da Secretaria de Estado da Saúde, Valéria de Melo Rodrigues e Oliveira.

O homem, que trabalha em uma fazenda próxima à Brasília, recebeu tratamento em um hospital do Distrito Federal. Segundo a superintendente, ele agora passa bem. Não existe vacina contra malária. A doença é causada pela picada do mosquito Anopheles, que transmite ao homem o parasita Plasmodium. Os principais sintomas são: febre que se repete de três a quatro dias, calafrios, urina escura, pele amarelada e mal-estar. Qualquer suspeita da doença deve ser imediatamente comunicada a um médico. Sem o tratamento adequado, a malária pode levar à morte.

Como medida preventiva, as áreas próximas à fazenda onde trabalha o morador de Paracatu que contraiu a doença estão sendo pulverizadas. Além disso, a Secretaria de Estado da Saúde enviou comunicado a todos os escritórios de vigilância epidemiológica de Minas Gerais.

Os maiores riscos de se contrair malária são nas regiões Norte e Centro-Oeste do Brasil, especialmente na área amazônica. De acordo com informações da Secretaria de Estado da Saúde, em Minas Gerais, foram detectados 3.102 casos de malária entre 1990 e 2000. A maioria deles, porém, são casos importados (notificações de pessoas que contraíram a doença em outros estados). Apenas 59 casos de malária foram contraídos em território mineiro.

Nos últimos dias, a malária assustou também os moradores de Paraty, litoral sul do Rio de Janeiro, onde apareceram cinco vítimas da doença. Desde o início do ano, outros nove casos de malária foram notificados. A Secretaria Municipal da Saúde do Rio de Janeiro começou a investigar os mosquitos Anopheles que circulam na cidade, para verificar os riscos de surto de malária. A maior preocupação é com a espécie Anopheles acquasalis, capaz de sobreviver em regiões próximas ao mar. No ano de 1999, 632.813 pessoas contraíram a doença em todo o País.

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