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Menos problemas congênitos em filhos de primos de primeiro grau

16 de Abril de 2002 (Bibliomed) - Existe um grande tabu entre casamentos de primos de primeiro grau, devido à idéia de que estes casamentos consangüíneos poderiam aumentar muito o risco de distúrbios como retardo mental ou outros problemas genéticos. A preocupação é tanta que, nos Estados Unidos, estas uniões são ilegais ou restritas na maioria dos estados. Porém, um grupo de especialistas dos EUA agora mostra que a chance de gerar um filho com problemas não é tão alta quanto se pensava.

Ao comparar a chance de gerar um filho com problemas congênitos entre pais não aparentados e primos de primeiro grau, o risco foi 1,7% a 2,8% mais alto entre primos de primeiro grau. Isto quer dizer que pais que são primos entre si apresentam duas vezes mais chance de gerar um filho com um problema de saúde. Mas, em contrapartida, pais que apresentam algumas doenças genéticas têm uma chance muito mais alta de passar esta doença para seus filhos. Isto quer dizer que, independente de serem ou não primos, pais que apresentam casos de doenças genéticas em sua família devem procurar por aconselhamento genético para verificação dos riscos de gerar um filho doente.

O aconselhamento genético inclui exames de DNA, história familiar e perfil étnico, e tenta prever as chances de gerar filhos com problemas de saúde. Pais que estejam preocupados com a chance de ter filhos com doenças transmissíveis por genes devem buscar um profissional capacitado para esclarecimento de suas dúvidas a respeito disto.

O medo de filhos de pais aparentados nascerem com problemas vem do fato da carga genética de ambos ser semelhante – eles compartilham 12,5% de seus genes – então podem passar seus genes recessivos para os filhos. Os genes recessivos não são capazes de influenciar o desenvolvimento da criança se forem provenientes apenas do pai ou da mãe, mas se ambos os pais tiverem o mesmo gene recessivo e o passarem para o filho, o filho irá expressar este gene e será portador da doença. Como os pais têm uma porcentagem alta de genes semelhantes, a chance de passar para o filho um gene recessivo que o outro cônjuge também passará é maior.

Os especialistas dos EUA recomendam que filhos de pais que são primos em primeiro ou segundo graus devem se submeter a exames suplementares em busca de distúrbios metabólicos logo após o nascimento, e devem realizar exame para verificação da audição aos 3 meses de idade.

Não existem evidências concretas de que o casamento entre primos seja assim tão ruim. Embora nos Estados Unidos em alguns estados estes casamentos sejam mesmo proibidos, em algumas partes do mundo são mesmo preferidos. Levando em conta a população mundial, 20% das pessoas são casadas com primos entre si. Logo, pode ser mais ético permitir que, por razões culturais, as pessoas contraiam casamento com pessoas com as quais guardem grau de parentesco, desde que exames sejam feitos em seus filhos e que não existam doenças genéticas em suas famílias.

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