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De olho na bula: medicamentos são retirados do mercado

15 de Abril de 2002 (Bibliomed). Fique de olho na bula e na embalagem de alguns medicamentos. O Ministério da Saúde determinou a interdição de três produtos que estavam em descordo com os padrões da legislação brasileira, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A recomendação é interromper o uso após informar seu médico. Foi determinada a interdição do lote 010850 do anti-hipertensivo Capton, medicamento similar do Captopril, fabricado pela Royton Química Farmacêutica Ltda. de São Paulo (SP). A Resolução 590/00 trata do assunto. Após análises com amostras do produto, foi verificada a existência de cheiro forte. O teor do princípio ativo estava acima do permitido. Quem encaminhou a denúncia ao Ministério da Saúde foi a Vigilância Sanitária do município de Guarapuava (PR).

Outro produto interditado é o antibiótico Expectogerm, que é similar do Amoxicilina, sendo produzido pela empresa Davidson Química e Farmacêutica Ltda., de São Gonçalo (RJ). As definições para sua retirada do mercado nacional estão descritas na Resolução 593, de 9 de abril de 2002 e foram elaboradas após verificação de irregularidade pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.

Testes realizados em laboratórios credenciados no Ministério da Saúde indicaram que algumas cápsulas estavam com o peso abaixo do limite, podendo comprometer a eficácia do produto. Além disso, o rótulo desse medicamento não apresentava informações relevantes como número de registro no Ministério da Saúde, data de fabricação, endereço do fabricante ou ainda nome e número do registro profissional do farmacêutico responsável.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro solicitou também a análise de dois lotes do anti-hipertensivo Atenolol, produzido pelo laboratório NeoQuímica, situado em Anápolis (GO). O lote, com número 6179, foi interditado, conforme Resolução 592, de 9 de abril de 2002. Amostras do comprimido apresentavam com coloração levemente amarelada, diferente da original. Outra irregularidade constatada pela Anvisa é que seu rótulo trazia um selo ISO 9001, não permitido pela legislação sanitária brasileira, segundo Decreto nº 78.094/77.

Também o lote, número 4067, do mesmo produto não obteve resultados adequados nos testes de dissolução. Aproximadamente 80% dos comprimidos testados não dissolveram totalmente no prazo estipulado de 30 minutos. O consumidor brasileiro tem se mostrado atento à qualidade dos produtos farmacêuticos. Pacientes do programa estadual de hipertensão fizeram a denúncia junto a entidades cariocas.

Os laboratórios que tiveram produtos questionados pelo Ministério da Saúde têm dez dias para recorrer da decisão. As farmácias e os hospitais devem retirar esses lotes das prateleiras até nova posição do órgão federal. Mais detalhes podem ser obtidos no site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (www.anvisa.gov.br).

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