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Você está sempre irritado? Isto pode aumentar seu colesterol!

04 de Abril de 2002 (Bibliomed). Um estudo mostrou que pessoas que estão sempre nervosas e irritadas, com um temperamento hostil, podem estar prejudicando seu coração. Este estudo também mostrou que estas pessoas podem se beneficiar mais da prática de exercícios físicos, como forma de contrabalançar estes danos.

O estudo foi realizado em 103 mulheres de meia idade com boa saúde. Os resultados mostraram que aquelas mais propensas a explosões de raiva tinham níveis mais altos de colesterol do que as mulheres mais calmas. Porém, as mais nervosas que praticavam exercícios físicos regularmente não apresentavam prejuízo à saúde por isto, parecendo que os exercícios “apagavam” os efeitos prejudiciais do stress e da raiva sobre o corpo.

O colesterol é um composto produzido naturalmente pelo organismo, da classe das gorduras. O excesso dele no sangue aumenta o risco de doenças cardiovasculares, como aterosclerose e doença coronariana. É um dos principais fatores de risco para infarto agudo do miocárdio, e a redução de seus níveis no sangue tem mostrado efeitos benéficos sobre a saúde do coração. Existe o colesterol “mau” – chamado LDL – cujo excesso aumenta o risco cardíaco, e o colesterol “bom" – chamado HDL – que exerce efeito protetor sobre os vasos sangüíneos e coração.

No estudo, nem todo tipo de raiva foi maléfico para os níveis de colesterol. Por exemplo, a “raiva neurótica” – tendência a reagir com raiva a críticas ou insultos – não mostrou ligação com aumento dos níveis do colesterol “mau” ou redução dos níveis do colesterol “bom”. Porém, o “temperamento raivoso” – tendência à dificuldade de controle da raiva e hostilidade – foi ligado a um aumento nos níveis totais de colesterol e a aumento do nível de colesterol LDL, ou “mau”.

Ao observar melhor os dados, porém, os pesquisadores perceberam que esta relação era verdade apenas em mulheres de vida sedentária, que não realizavam exercícios físicos regularmente. Estudos anteriores feitos em homens também observaram que a prática de exercícios pode “apagar” o efeito maléfico da raiva sobre o risco de doença do coração.

Não se sabe ainda como a raiva influencia no nível de colesterol de uma pessoa, mas é provável que tal ocorra devido ao aumento dos níveis de adrenalina no sangue – o hormônio responsável pela taquicardia, sudorese, boca seca e outras reações da raiva. A adrenalina iria influenciar na produção e processamento do colesterol, fazendo com que este se acumulasse na circulação sangüínea.

O índice de massa corporal (relação entre o peso e a altura de uma pessoa) e o tabagismo não influenciaram a relação entre a raiva e o colesterol. O que absolutamente não quer dizer que não influenciem os níveis de colesterol, apenas diz que, neste caso, esta relação observada não teve nada a ver com o fato da pessoa fumar ou não fumar quando o estudo foi feito.

Logo, se você é do tipo nervosinho, que por qualquer coisa já está em pé de briga, cuidado: seu coração pode estar sofrendo mais que uma simples aceleração cada vez que isto acontece. E, se você não quer que sua raiva atinja seu coração, pratique exercícios: além de proteger seu corpo do aumento dos níveis de colesterol, quem sabe um bom programa de atividades físicas, que controlem seu stress, não conseguirá reduzir suas explosões de raiva?

Copyright © 2002 Bibliomed, Inc.

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