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Cientistas pesquisam comportamento cerebral de bilíngües

Belo Horizonte, 20 de Março de 2002 (Bibliomed). Uma pesquisa feita por cientistas da Universidade Otto van Guericke de Magdeburgo, no centro-leste da Alemanha, e publicada na última edição da revista científica britânica Nature, desvenda um pouco do funcionamento cerebral das pessoas que falam mais de uma língua. Segundo os pesquisadores, as pessoas bilíngües selecionam uma das duas línguas que desejam falar ativando uma área específica do cérebro. Aparentemente, esta área fica inativa no cérebro de quem domina apenas um idioma.

Os estudos observaram voluntários que falavam apenas o espanhol e pessoas que falavam espanhol e catalão. Durante os testes, as palavras eram mostradas em uma tela e os indivíduos precisavam distinguir, apertando um botão, os vocábulos espanhóis dos catalães. Além disso, os pesquisadores ainda inseriram outras palavras, inventadas, para que os voluntários também fossem obrigados a identificar a falsa linguagem. Enquanto a atividade era realizada, os pesquisadores observaram a atividade cerebral por meio de uma ressonância magnética funcional.

O equipamento permite visualizar que áreas cerebrais estão em atividade em cada momento. Também foram feitos exames eletrofisiológicos, que mediram os potenciais elétricos, verificando a rapidez das respostas. Uma outra parte do estudo exigiu que a pronúncia das palavras fosse feita. Os cientistas descobriram que o som é menos importante para os indivíduos do que o reconhecimento das palavras escritas. Quem domina dois idiomas demorou mais tempo para responder aos estímulos do que quem fala apenas uma língua. Pelos resultados eletrofisiológicos, os cientistas acreditam que o sistema de análise dos bilíngües é ativado a partir de uma associação visual e sonora da língua espanhola.

Os indivíduos que a reconheceram ativaram uma zona da região frontal do cérebro. Os voluntários bilíngües, segundo os estudos, possuem um sistema de seleção das palavras que exige que a informação percorra um caminho mais longo antes de provocar a reação, o que explicaria o tempo maior para dar as respostas. O estudo foi feito por uma equipe de neuropsicologia, coordenada por Antonio Rodríguez Fornells e Thomas Münte.

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