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Bactéria pode prevenir a formação de cáries

Belo Horizonte, 28 de Fevereiro de 2002 (Bibliomed). Preocupado com as cáries, mas gosta muito de doces e chocolates? Uma bactéria geneticamente modificada pode ajudar a proteger seus dentes com um simples borrifo.

As cáries são causadas por uma bactéria presente na boca humana, que se alimenta de açúcares e os convertem em ácido láctico, altamente corrosivo para o esmalte dos dentes. A cárie é uma doença mundial, mais freqüente em países pobres com más condições de vida, piores hábitos de higiene e acesso difícil a tratamento odontológico. É altamente prevalente no Brasil, principalmente em áreas mais carentes como região Norte e Nordeste. É a causa principal de perda dos dentes, e existem áreas no Brasil em que a maior parte das pessoas com 18 anos de idade já perderam a maior parte de seus dentes naturais.

A nova bactéria, produzida por engenharia genética, não produz ácido láctico e compete com a bactéria natural pelo alimento presente na boca. Por enquanto, os testes estão sendo feitos apenas em animais, mas testes em humanos estão programados para o próximo ano.

Os testes em animais estão sendo animadores. O Dr. Jeffrey D. Hillman da Universidade da Flórida já está trabalhando nesta linha de pesquisa há 25 anos, e já observou que a colonização da boca de cobaias com a nova bactéria, chamada BCS3-L1 traz prevenção contra cáries por toda a vida. O pesquisador está esperançoso que os resultados se repitam em humanos.

A bactéria provavelmente será aplicada na boca das pessoas após uma limpeza realizada por um dentista. A aplicação envolverá um simples borrifo na superfície dos dentes por 5 minutos, e a pessoa estará protegida contra a colonização pela bactéria natural causadora de cáries. Quanto mais açúcar a pessoa consumir, mais a bactéria protetora se multiplicará e mais protegerá os dentes contra cárie.

Ainda estão sendo realizados testes para verificação total da segurança do uso da bactéria em humanos. Os estudos em humanos devem começar no próximo ano, e o pesquisador acha que em dois anos o tratamento estará disponível para todas as pessoas.

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