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Medo de dentista pode acabar: restauração sem dor

Belo Horizonte, 01 de Fevereiro de 2002 (Bibliomed). Nova técnica desenvolvida por dentistas está chegando ao Brasil, chamada ART (restauração atraumática, em inglês). Mais barata, menos dolorosa e freqüentemente dispensando o horror da anestesia, a técnica, de realização relativamente simples, pode melhorar muito o controle da cárie, a doença bucal mais prevalente no mundo todo.

A cárie é uma doença infecto-contagiosa que destrói o esmalte do dente (a "carapaça" que o protege) e a dentina (camada menos dura do dente, com capacidade de se recompor, localizada abaixo do esmalte). No Brasil, a grande maioria das pessoas é portadora de cárie, que é a principal causa de perda dental. Crianças até 12 anos apresentam em média 3,1 dentes cariados, perdidos ou obturados; no interior do país, onde a situação sócio-econômica é pior, esta média é bem maior.

A nova técnica dispensa o uso de broca e, na maioria das vezes, a anestesia. Na técnica convencional, a cárie é “raspada” pela broca, que “limpa” o dente de todo o tecido doente. Este procedimento na maioria das vezes é doloroso, necessitando de anestesia. Depois de limpo, o dente fica com uma cavidade, que é preenchida com uma substância que, ao secar, fica dura e resistente. Esta substância, ou amálgama, pode ser da cor natural do dente ou de cor metálica.

Na nova técnica, não há necessidade de se retirar todo a parte doente do dente, retirando-se apenas a parte inflamada, que fica amolecida e úmida. Esta remoção é na maior parte das vezes indolor. Sobre a parte doente do dente que permanece o dentista aplica um cimento com flúor, que protege o dente e promove a “cicatrização” da lesão. Após a técnica, é necessário acompanhamento para observação da evolução da cárie: se a cicatrização não ocorrer, pode ser necessário recorrer à técnica convencional.

Ainda não se sabe se o tratamento é duradouro, mas há estudos de acompanhamento mostrando que a durabilidade pode ser superior a 3 anos.

Além da vantagem de não doer, a técnica preserva mais o dente, não sendo necessário perder partes boas do dente ao se retirar a cárie. Porém, não pode ser utilizada em todos os tipos de cárie: dentes com doença mais avançada, que atinge profundamente a dentina ou a polpa (região onde passam os nervos e vasos sangüíneos do dente) não respondem ao tratamento e devem ser tratados da forma convencional.

É importante lembrar que, em termos de cárie, o melhor tratamento é a prevenção: uma boa higiene bucal, com escovações freqüentes e feitas com técnica adequada, visitas regulares ao dentista e redução no consumo de açúcar, guloseimas e biscoitos garantem um sorriso saudável e dentes fortes.

A técnica nova será apresentada nesta semana durante o 20o Congresso Mundial de Odontologia em São Paulo.

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