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Pesquisadores tentam evitar que astronautas tenham distúrbios do sono

Belo Horizonte, 17 de Dezembro de 2001 (Bibliomed). A data exata em que os homens ingressarão na ousada missão de alcançar o planeta Marte não foi ainda definida. Apesar disso, pesquisadores de diversas áreas, inclusive médicos, estão há meses desenhando detalhes dessa missão para tentar identificar os possíveis problemas que os astronautas poderão enfrentar ao longo da viagem ao planeta vermelho.

Uma equipe de psiquiatras da Universidade de Pittsburgh, Estados Unidos, realizou testes que simulam situações de ausência de gravidade com homens e animais, aqui mesmo na Terra.

Uma das conclusões do estudo é que os astronautas poderão enfrentar dificuldades como o transtorno do sono. Os médicos explicam que o cérebro possui um marcador circadiano endógeno (ECP), que regula o sono e a química cerebral. Os estudiosos acreditam que esse marcador se desenvolveu ao longo da evolução do ser humano para manter um ritmo de 24 horas, condicionado pelo período de rotação da Terra.

Estudos indicam que o ECP deixa de funcionar corretamente cerca de 90 dias após a saída do ambiente terrestre. Astronautas da antiga estação espacial russa Mir confirmaram a dificuldade de condicionar o sono.

Ir e voltar até Marte pode demorar cerca de 365 dias. Os médicos recomendam aos astronautas tentar “convencer” o cérebro de que as condições da Terra permanecem válidas, mesmo fora dela.

Algumas substâncias e neurotransmissores agem sobre o cérebro, em associação ao marcador circadiano, para manter a alternância entre o estado de alerta e de sono. É como se existisse um relógio interno controlado pelo hipotálamo, estrutura existente no cérebro. Uma das ordens do cérebro enviada para o resto do corpo, no início do sono, é a redução da temperatura corpórea.

Além disso, algumas horas depois que a pessoa se deita, uma glândula cerebral chamada pineal libera o hormônio melatonina, responsável por favorecer o sono. A luz do dia, que penetra pelas frestas do olho, inibe a atividade dessa glândula.

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