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Encontro internacional discute uso das armas biológicas

Belo Horizonte, 27 de Novembro de 2001 (Bibliomed). Até a próxima semana, representantes de 144 países participantes da Convenção sobre Armas Biológicas estarão reunidos para discutir o bioterrorismo. As nações vão analisar os termos da Convenção de 1972, que proíbe o uso, produção e posse de armas biológicas.

O objetivo é revisar o texto, que não teve a sua aplicação reforçada há alguns meses. Na ocasião, os norte-americanos se recusaram a permitir qualquer controle internacional de suas instalações e programas relacionados ao assunto. Ironicamente, o país foi o primeiro alvo dos maiores ataques de bioterrorismo dos últimos anos.

Durante o encontro, os Estados Unidos vão tentar convencer os demais países de que a ameaça do antraz revelou as limitações da Convenção e a inutilidade de que o tratado seja reforçado. A sugestão norte-americana é de que sejam adotadas medidas para impedir a utilização das armas biológicas, consideradas de destruição em massa, da mesma forma que as nucleares e as químicas.

O país também vai pedir que seja criado um código de boa conduta dos laboratórios e dos cientistas, propondo um aumento da vigilância epidemiológica por parte da Organização Mundial de Saúde (OMS).

As armas nucleares são controladas pelo Tratado de não Proliferação de 1995 e pelo acordo complementar de Total Proibição dos Testes Nucleares de 1996. Já as armas químicas são objeto de tratados desde 1925. O último tratado foi assinado em 1993.

Recentemente, o jornal The Washington Post afirmou que os terroristas envolvidos nos ataques com antraz seriam sofisticados cientistas e não iniciantes. A acusação, segundo o jornal, teria partido dos especialistas que investigaram os casos de contaminação e morte pela bactéria.

Não apenas cidadãos comuns e órgãos governamentais receberam as cartas com ameaça de contaminação pelos esporos. Inúmeras clínicas de planejamento familiar e organizações feministas pró-aborto, em pelo menos 12 estados norte-americanos, receberam cartas com ameaças.

Os envelopes continham pó branco e cartas assinadas pelo “Exército de Deus”. O texto tinha palavras do tipo: “Você ignorou nossas advertências. Você se expôs ao verdadeiro antraz, de alta qualidade”. As análises, no entanto, não revelaram a presença da bactéria no pó branco.

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