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Clone humano será produzido até início do próximo ano

Belo Horizonte, 26 de Novembro de 2001 (Bibliomed). Até o fim deste ano ou no mais tardar no início de 2002, serão produzidos os primeiros embriões que fazem parte do projeto de clonagem do ser humano. O prazo foi anunciado pelo médico Panayotis Zavos, um dos cientistas que fazem parte do projeto internacional de clonagem. Segundo o médico, em breve serão tentadas as primeiras transferências nucleares.

Zavos, no entanto, não revela quando será a tentativa inicial que vai contar com a participação de dez casais voluntários que não podem ter filhos.

Atualmente, existem dois projetos de lei em tramitação no Congresso americano que querem proibir a clonagem reprodutiva. Entretanto, a polêmica não assusta a equipe de Zavos, que vai realizar a experiência em laboratórios secretos instalados em mais de um país. Até agora, os cientistas já realizaram transferências nucleares de células humanas para óvulos de origem animal. Mas as células humanas ainda não foram colocadas em óvulos humanos.

Zavos faz parte de um consórcio internacional formado por dez especialistas em reprodução humana. O objetivo de todos eles é produzir os primeiros embriões transferindo o núcleo de uma célula dos pais para um óvulo cujo núcleo foi retirado.

Após três ou cinco dias, os embriões são congelados para que os cientistas verifiquem se há ou não deficiências genéticas, bioquímicas ou fisiológicas. Se o embrião não apresentar “defeitos”, será implantado no útero da mãe. A criança será uma cópia quase idêntica do pai.

A maior parte da comunidade científica não concorda com a clonagem humana. Os motivos para isto não são apenas éticos. Muitos pesquisadores afirmam que as descobertas na área ainda são limitadas até mesmo no que diz respeito aos animais. As taxas de fracasso variam entre 95% e 97%. O número de abortos, nascimentos prematuros e malformação ainda são grandes.

O receio é de que estes problemas se repitam na clonagem humana, dando origem a crianças com malformação e até deficiências mentais. O médico Zavos não se intimida e está confiante, afirmando que já existe tecnologia suficiente para diagnosticar qualquer alteração nos embriões.

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