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Pequenas vibrações podem aumentar a densidade óssea

Belo Horizonte, 21 de Agosto de 2001 (Bibliomed). Há duas semanas, cientistas norte-americanos revelaram que uma dose diária de pequenas vibrações pode fazer tão bem aos ossos quanto exercícios vigorosos, como correr ou praticar algum esporte. Para os especialistas, as pequenas vibrações podem se tornar um novo tratamento para a osteoporose.

A equipe de pesquisadores está experimentando em seres humanos os mesmos testes que medem a densidade óssea das ovelhas que permaneceram em uma plataforma vibrante durante 20 minutos diários, cinco vezes por semana, no período de um ano.

A vibração, mesmo sendo quase imperceptível, aumentou significativamente a densidade dos ossos dos animais.

Se os resultados se confirmarem em seres humanos, as vibrações poderão ser adotadas – por exemplo – contra fraturas decorrentes da osteoporose, doença caracterizada pelo enfraquecimento dos ossos em razão de mudanças hormonais.

Há vários anos, os cientistas acreditavam que os estímulos resultantes de atividade física vigorosa eram os únicos fatores determinantes para a morfologia óssea. O novo estudo, publicado recentemente na revista Nature, mostra que as pequenas vibrações também funcionam.

As vibrações aplicadas no esqueleto humano durante os testes foram de 20 Hz a 50 Hz, índices bem mais baixos do que o de movimentos durante uma partida de futebol. As avaliações feitas com ovelhas revelaram que a densidade óssea dos animais tratados era um terço maior do que a dos animais não submetidos às vibrações.

Os mesmos estímulos estão sendo aplicados em mulheres na pós-menopausa e em crianças com paralisia cerebral, população de risco para o desenvolvimento de osteoporose grave.

Os exercícios vigorosos, no entanto, continuam sendo eficazes para a saúde dos ossos. Um outro estudo publicado em junho no American Journal of Public Health, feito pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças em Hyattesville, Maryland/EUA, constatou que os homens na faixa etária dos 30 anos que correm regularmente têm mais massa óssea e menos probabilidade de desenvolver a osteoporose.

Os homens que correm um mínimo de nove vezes, em um mês, desenvolveram uma densidade óssea cerca de 5% maior do que os que correm menos, e 8% em relação aos que fazem pouco ou nenhum exercício. Mais de quatro mil homens foram avaliados – parte era praticante de corridas e parte sedentária.

A osteoporose se caracteriza pela perda progressiva de densidade óssea, que ocorre quando o organismo não é mais capaz de regular nos ossos o conteúdo de minerais como o cálcio e o fósforo. Os ossos são normalmente mais fortes por volta dos 30 anos.

Estima-se que os EUA tenham cerca de 10 milhões de pessoas com osteoporose. Outros 18 milhões correm o risco de enfrentar a doença. A população de risco é formada por mulheres. Uma em cada duas mulheres e um em cada oito homens terão, na vida, uma fratura de osso como resultado da osteoporose.

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