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Ronco pode ser indicativo de doença do sono

Belo Horizonte, 20 de Julho de 2001 (eHealthLA). Quase todo mundo ronca, mas o que nem todo mundo sabe é que o ronco pode ser indicativo de um problema mais grave do sono conhecido como apnéia.

Cerca de 50% da população sofre com o ronco. Apesar das queixas serem mais comuns em homens na idade entre 40 e 50 anos, a demanda de mulheres nos consultórios médicos vem crescendo. Elas representam 25% das estatísticas - em idade acima dos 60 anos -, contra 35% dos homens na mesma faixa etária.

O ronco é um fenômeno sonoro das vias aéreas superiores, principalmente das partes moles da faringe, como músculo, língua, palato e úvula (campainha). Hoje já existe mais consciência de que o ronco é um problema tratável e curável.

Em alguns casos, medidas simples como emagrecer, praticar exercícios, não comer logo antes de dormir e deixar a cerveja um pouco de lado, resolvem. Nos tratamentos mais complexos, entretanto, é recomendada a cirurgia do ronco, que envolve intervenções na garganta ou nariz, com uma eficácia de 70% a 80%.

Mais do que incomodar o parceiro, o roncador deve se preocupar mesmo é com a apnéia do sono ou parada respiratória. A apnéia atinge cerca de 9% da população masculina mundial com idade entre 30 e 60 anos, e 4% da população feminina.

São algumas frações de segundo em que a pessoa acorda com a sensação de sufocamento. O problema também deixa suas marcas durante o dia, como cansaço, sonolência, dificuldade de concentração, perda de memória, dor de cabeça, problemas cardíacos, hipertensão arterial e até impotência.

O ronco está presente entre 90 a 95% dos casos de apnéia. Nos Estados Unidos, a doença é considerada um problema de saúde pública. Existem estudos indicando que grande parte dos acidentes de carro, aparentemente inexplicáveis, decorrem da sonolência ao volante _ resultado de uma noite mal dormida, devido a apnéia.

Tanto nos casos de apnéia quanto de ronco, é indicada a polissonagrafia, que é um exame feito em laboratório do sono e no qual são avaliados aspectos como taxa de oxigênio no sangue, movimento da musculatura abaixo do queixo, movimento dos olhos, fluxo de ar no nariz e atividade elétrica cerebral, entre outros.

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