Publicidade

Notícias de saúde

As várias causas do mau hálito

Belo Horizonte, 19 de Julho de 2001 (eHealthLA). São diversas as causas que provocam o desagradável mau cheiro bucal. Diferente do que as pessoas pensam, um percentual muito pequeno desses casos está ligado a problemas gástricos.

O mau hálito, ou halitose tem causas temporárias que desaparecem facilmente. Existem, entretanto, doenças que levam ao mau cheiro bucal e, se não são tratadas, condenam o hálito da pessoa por muitos meses ou anos.

Se a pessoa fica muito tempo sem se alimentar, por exemplo, não há formação de fluxo salivar suficiente para a ocorrência do que é chamado de “autolimpeza da boca”.

Normalmente, as células epiteliais descamadas naturalmente são removidas pela ação “detergente” da saliva. Sem a mastigação, as células sofrem degradação (proteólise), resultando na produção de substâncias aromáticas, com cheiro desagradável.

Essas substâncias são liberadas com a expiração (saída do ar) e percebidas por outras pessoas através das células olfativas. O jejum é então uma das causas temporárias.

A idade avançada, o uso prolongado de alguns medicamentos e a redução das glândulas salivares provocada pela radioterapia (contra tumores de cabeça e pescoço) provocam a diminuição contínua da salivação, podendo levar à halitose.

A qualidade da alimentação pode interferir também no hálito. Alimentos gordurosos ou muito condimentados possuem substâncias aromáticas que favorecem o mau hálito. Alguns exemplos são a cebola, o alho e o repolho.

Alterações da mucosa nasal (rinites), dos seios nasais (sinusite), faringites, amigdalites, doenças pulmonares são outras causas.

Doenças bucais também provocam a halitose. Uma delas é a chamada língua saburrosa, percebida por meio da formação de uma placa amarelada no dorso da língua, que possui resíduos alimentares, células descamadas e flora bacteriana.

Tanto a diminuição do fluxo salivar quanto a natureza da dieta alimentar podem favorecer o aparecimento da placa. Gaze, escova e aparelhos específicos podem tratar a língua saburrosa.

A inflamação das gengivas, provocada pela formação de placas bacterianas, tem alta prevalência na população brasileira – atinge cerca de 80%.

Ao mais leve toque, há sangramentos locais e formação de micro-coágulos. Retidos entre os dentes, esses coágulos invisíveis entram em processo de degradação.

Em casos agudos, há necrose do tecido, provocando halitose bem acentuada. O mau cheiro, nesses casos, acaba ajudando a diagnosticar a doença.

Copyright © 2001 eHealth Latin America

Faça o seu comentário
Comentários


Publicidade

Dicionário Médico

Digite o termo desejado

buscar

Ou clique na primeira letra do termo: