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Faculdade de Medicina ABC promove evento de prevenção contra hanseníase

De 23 a 27 de abril de 2001 (eHealthLA). Médicos da disciplina de Dermatologia da Faculdade de Medicina do ABC, em Santo André, estarão envolvidos em ações para comemorar a Semana Mundial de Prevenção e Combate à Hanseníase, que terá como tema “Hanseníase tem cura”.

O evento prevê palestras educativas para a população, além de exames preventivos gratuitos para pacientes e seus familiares.

Nos casos positivos para a doença, os usuários serão encaminhados para tratamento no próprio ambulatório da Faculdade de Medicina. Segundo a Dra. Lúcia Ito, especialista em hanseníase e umas das coordenadoras do projeto, o diagnóstico precoce é fundamental.

“A hanseníase acomete pessoas de 25 a 45 anos, ou seja, uma faixa etária jovem. É importante tratar a doença o mais rápido possível para que o paciente não tenha seqüelas neurológicas no futuro”, explica a médica.

Hanseníase

Doença causada por um micróbio chamado bacilo de Hansen (mycobacterium leprae), ataca normalmente a pele, os olhos e os nervos. Também conhecida como lepra, é uma doença que tem cura.

Na primeira dose do tratamento, 99% dos bacilos são eliminados e não há mais chances de contaminação. O bacilo de Hansen pode atingir vários nervos, mas contamina mais freqüentemente o dos braços e das pernas.

Com o avanço da doença, os nervos ficam danificados e podem impedir o movimento dos membros, como fechar mãos e andar. “Não é uma doença hereditária.

A forma de transmissão é pelas vias aéreas: uma pessoa infectada libera bacilo no ar e cria a possibilidade de contágio. Porém, a maioria das pessoas é resistente ao bacilo e, portanto, não adoece”, diz a especialista.

Contágio e sintomas

De 7 doentes, apenas um oferece risco de contaminação. Nem todos os tipos de hanseníase são contagiosos. Mesmo os tipos que são contagiosos deixam de ser quando se começa o tratamento.

Os principais sintomas são manchas em qualquer parte do corpo, que podem ser pálidas, esbranquiçadas ou avermelhadas; partes do corpo dormentes ou amortecidas; o aparecimento de caroços ou inchados no rosto, orelhas, cotovelos e mãos e a redução ou ausência de sensibilidade ao calor, ao frio, à dor e ao tato.

Tratamento

O tratamento depende do tipo de hanseníase que se apresenta, basicamente, de duas formas. Se for do tipo paucibacilar (com poucos bacilos), o tratamento é mais rápido, com duração de seis meses. Se for do tipo multibacilar (com muitos bacilos), o tempo para tratamento é mais longo: são 24 doses do medicamento, uma por mês.

Além de dois outros remédios diários durante os dois anos. O tratamento será 100% eficiente se for levado a sério do começo ao fim. Todos os medicamentos são distribuídos pela rede pública de saúde.

Informações sobre o evento podem ser obtidas na Faculdade de Medicina do ABC pelo telefone 4993-5400 – Departamento de Dermatologia. (av.Príncipe de Gales, 821 – Santo André).

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