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Nível Alto de Vírus Aumenta Câncer de Colo de Útero em 60 Vezes

NEW YORK, (Reuters Health) - O papilomavírus humano (HPV) sexualmente transmissível pode aumentar o risco de câncer cervical em mulheres. Agora, dois estudos sugerem que níveis consistentemente altos de vírus, em adição ao tipo de vírus, pode ajudar a predizer se uma mulher está sujeita a desenvolver câncer nos anos futuros.

Existem aproximadamente 100 diferentes tipos de HPV, alguns que causam verrugas genitais e alguns que são completamente assintomáticos, mas somente alguns deles aumentam o risco de câncer cervical. Em muitos casos, o corpo pode combater o vírus com sucesso, que eventualmente desaparece do colo do útero.

Aproximadamente 40% das mulheres têm infecções por HPV livre de sintomas e 5 a 10% terão um esfregaço de Papanicolau anormal devido ao vírus. Menos de 1% desenvolverá câncer cervical.

Nos dois estudos, relatados no The Lancet, pesquisadores examinaram níveis de um tipo específico de vírus de alto grau, o HPV 16, em mulheres, ao longo do tempo. Eles analisaram como o vírus afetava o esfregaço de Papanicolau, o teste tradicional no qual os médicos coletam células do colo uterino e analisam-nas na procura de sinais de câncer.

No primeiro estudo, a Dra. Agnetha Josefsson, da University of Uppsala, na Suécia, e colegas descobriram que mulheres com as 20% maiores quantidades de HPV 16 tinham 60 vezes o risco de serem diagnosticadas com câncer cervical em uma média de 8 anos mais tarde quando comparadas com mulheres livres do HPV.

Eles concluem que o teste para os níveis de HPV durante os exames ginecológicos de rotina “podem melhorar de maneira importante nossa habilidade de distinção entre infecções que têm um risco grande ou pequeno de progredir a câncer cervical”.

No segundo estudo, Dra. Nathalie Ylitalo do Karolinska Institute em Estocolmo, Suécia, juntamente com a Dra Josefsson e sua equipe, revisaram aproximadamente 4.000 esfregaços de Papanicolau de aproximadamente 1.000 mulheres, colhidos durante 26 anos. Os pesquisadores descobriram que aquelas mulheres que desenvolveram câncer tinham níveis consistentemente altos do vírus por 13 ou mais anos antes de terem o diagnóstico, frequentemente em um ponto no qual seus esfregaços de Papanicolau estavam completamente normais.

Mulheres com níveis consistentemente altos de HPV 16 estavam pelo menos 30 vezes mais susceptíveis a desenvolver câncer cervical do que mulheres que não tiveram o teste positivo para o HPV 16. Eles também descobriram que 25% das mulheres com níveis altos do vírus antes da idade de 25 anos desenvolveram câncer cervical dentro de 15 anos.

Os autores sugerem que um teste para medir os níveis de HPV 16 pode ajudar a identificar quais mulheres com esfregaço normal ou quase normal estão sob o risco de futuro câncer cervical.

Entretanto, a Dra. Carolyn Johnston do University of Michigan Hospital, em Ann Arbor, Michigan, questiona se tais testes serão melhores do que o esfregaço de Papanicolau tradicional. Não há vacina ou tratamento para infecções assintomáticas por HPV, aponta em um editorial anexo.

“Se estas sugestões forem levadas à frente, diversas questões surgem. “O que deve ser feito com aquelas mulheres de alto risco, uma vez identificadas?” Não está claro que “qualquer um destes novos testes será um melhoramento substancial à acessibilidade, custo e valor positivo do esfregaço Papanicolau”, conclui ela.

FONTE: The Lancet 2000;355:2179-2180, 2189-2193, 2194-2198.

Sinopse preparada por Reuters Health

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