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Bósnios Culpam Urânio Empobrecido Por Aumento de Câncer

06 de Fevereiro de 2001 (Bibliomed). A saúde dos sérvios da Bósnia vem sendo significativamente ameaçada pela munição de urânio empobrecido (DU), de acordo com Slavko Zdrale, diretor do hospital de Kasindo, sob controle sérvio nos arredores da capital bósnia.

"Algo está acontecendo aqui que não estava ocorrendo antes", disse o médico do hospital na região que é chamada de Sarajevo sérvia.

"Temos indicadores exatos compatíveis com (o fato de) que o número de pacientes com câncer aumentou pelo menos 2,5 vezes nessa área comparando o período de guerra e os primeiros dois anos após a guerra", destacou Zdrale.

O médico se refere ao período entre 1992 e 1997, quando quatro casos de leucemia foram registrados no hospital.

Nos últimos três anos, 18 pessoas, incluindo uma criança de 4 anos, morreram da doença, disse Zdrale.

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) vem sendo criticada pelo uso de granadas nos Bálcãs, que segundo alguns soldados e grupos antinucleares causaram câncer.

A aliança e os Estados Unidos, cujos aviões dispararam cerca de 40.000 munições de DU durante os ataques aéreos de 1999 contra a Iugoslávia e antes na Bósnia, em 1994 e 1995, negam que exista qualquer ligação entre o uso de munição de DU e o câncer.

"Nossa análises indicam que existe uma relação causal do uso de munições contendo urânio empobrecido", afirmou Zdrale.

A Bósnia do pós-guerra está dividida na República Sérvia e na Federação Croata Muçulmana.

O hospital de Kasindo se tornou o principal centro de atendimento médico para mais de 100.000 pessoas das partes central e oriental da República Sérvia desde o fim da guerra de 1992 a 1995.

De acordo com Zdrale, um maior número de pacientes com câncer foi observado nessas áreas que incluem locais atingidos durante os ataques aéreos da Otan nos postos militares sérvios da Bósnia.

Sua reclamação está baseada no aumento de pelo menos 2,5 vezes no número de pacientes de câncer, a maioria vindos das áreas atingidas pelas munições de DU e no fato de que muitos deles são pessoas jovens.

"Estamos preocupados com o efeito tóxico. Os metais estão na terra, na água e agora os alimentos estão afetados pela poeira tóxica", acrescentou o médico.

De acordo com Zdrale, a equipe médica está cautelosa em relação aos dados, levando em conta um alto nível de migração e informações imprecisas sobre a população da área.

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