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Nariz Eletrônico Pode Detectar Tuberculose

06 de Fevereiro de 2001 (Bibliomed). Pesquisadores estão desenvolvendo um aparelho que pode detectar a tuberculose, e possivelmente outras doenças infecciosas, a partir do ar exalado na respiração, informou Joseph Stetter, professor associado de biologia, química e ciências físicas do Instituto de Tecnologia de Illinois, em Chicago.

Caso o aparelho se mostre viável em testes clínicos, pode ajudar a detectar a tuberculose em países em desenvolvimento, disse Stetter. A tuberculose é uma infecção respiratória que provoca tosse, febre, perda de peso e dor no peito.

O mecanismo de funcionamento do aparelho é semelhante ao bafômetro usado na detecção dos níveis de álcool no sangue, da" o apelido de "nariz eletrônico", explicou Stetter em entrevista à Reuters Health. "Esperamos usar com amostra respiratória ou de fluído corporal.

Se a bactéria da tuberculose estiver nos pulmões de um paciente, o objetivo será obter uma marca química do organismo a partir dessas amostras", disse o pesquisador. O especialista informou à Reuters Health que o trabalho está na fase de protótipo.

"Examinamos as possibilidades de combinar arranjos de sensores químicos e inteligência artificial para detectar a diferença entre amostras positivas e negativas para tuberculose", disse Stetter. "Se este aparelho for viável, teremos um medidor portátil de baixa potência e baixo custo que poderia diagnosticar a presença de tuberculose no local", explicou o pesquisador.

Essas características poderiam tornar o aparelho um meio mais prático de diagnóstico que os métodos usados atualmente em países desenvolvidos, disse o especialista.

Atualmente, o modelo que está sendo testado tem o tamanho de um computador de mesa. Quando começarem os testes de campo, o modelo a ser usado deve ter o tamanho de um laptop.

O aparelho procura pela bactéria tanto na respiração quanto nos fluídos corporais, como saliva, e difere do método dos testes convencionais em que a tuberculina é injetada sob a pele para que os médicos observem a resposta.

Com a possibilidade de uma análise instantânea, o aparelho estudado tem um tempo de reação menor que o teste de pele, que precisa de vários dias.

Os pesquisadores precisam determinar se existem fatores que interferem no teste respiratório, disse Stetter.

"Os desafios reais são as experiências acumuladas", disse à Reuters Health. "Na fase de protótipo, o aparelho parece ter possibilidades animadoras. Entretanto, nos testes clínicos precisamos saber se pode detectar a bactéria em pessoas que fumam, comem alho e têm doença na gengiva", explicou o pesquisador.

Copyright © 2001 Bibliomed, Inc.

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