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Tintura de Cabelo Pode Aumentar Risco de Câncer de Bexiga

29 de Janeiro de 2001 (Bibliomed). As mulheres que usam regularmente tinturas permanentes de cabelo podem estar sob risco maior de câncer na bexiga, sugerem descobertas de um novo estudo.

"Nossas recentes observações são provocativas e têm enormes implicações na saúde pública", disse Manuela Gago-Dominguez.

"Mas ainda é um pouco cedo para fazer qualquer recomendação sobre a suspensão do uso de tinturas permanentes de cabelo", acrescentou a pesquisadora.

"Mesmo assim, esse é um dos maiores e mais compreensivos estudos já conduzidos sobre o assunto e acreditamos que nossos resultados não devem ser ignorados", afirmou Gago-Dominguez.

A pesquisa também é a primeira a mostrar com que frequência o uso de tinturas de cabelo afeta o risco de câncer de bexiga, destacou a pesquisadora, da Escola de Medicina da Universidade de Southern California, em Los Angeles.

Gago-Dominguez e sua equipe analisaram 897 casos de câncer de bexiga em que informações sobre uso de tintura de cabelo estavam disponíveis e compararam essas pacientes com um número similar de adultos que não usaram tintura de cabelo permanente.

As descobertas do estudo serão publicadas na edição de fevereiro de International Journal of Cancer.

Os cientistas descobriram que as mulheres que usavam tintura permanente de cabelo pelo menos uma vez ao mês estavam duas vezes mais propensas a desenvolver câncer de bexiga do que as mulheres que não usavam tintura permanente de cabelo.

Gago-Dominguez e sua equipe levaram em consideração o fumo -- um conhecido fator de risco de câncer de bexiga -- em sua avaliação.

As pacientes que relataram o uso regular de tintura de cabelo, por pelo menos 15 anos, estavam acima de três vezes mais propensas a desenvolver câncer de bexiga do que aquelas que não usavam o produto.

Mesmo alguns cabeleireiros e barbeiros estavam 50 por cento mais propensos a apresentar câncer de bexiga do que aqueles que não sofreram exposição ocupacional à tintura.

De acordo com John Corbett, consultor da Cosmetic, Toiletry and Fragrance Association (associação de cosmética, fragrância, e produtos de toucador), Gago-Dominguez e sua equipe podem ter utilizado um projeto de estudos com falhas.

"Sua medida de exposição é somente a frequência e a duração de uso, que não é muito boa", disse Corbett.

"O fator mais importante na exposição à tintura de cabelo é a coloração", afirmou Corbett. "Todas as colorações usam essencialmente as mesmas substâncias químicas, mas há muito mais (substâncias químicas) no castanho-escuro e no preto do que no loiro", explicou o consultor.

Além disso, Corbett disse que os pesquisadores "parecem não dar importância a estudos anteriores" do Instituto Nacional de Câncer e da Sociedade Americana de Câncer que não conseguiram detectar uma associação similar entre o uso de tintura de cabelo e risco de câncer".

"O principal é que não acho que (as descobertas do novo estudo) devem influenciar pessoas em suas decisões de usar ou não tintura de cabelo nem atingir a indústria de colorações de cabelo se vendem ou não produtos seguros", acrescentou Corbett.

Copyright © 2001 Bibliomed, Inc.

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