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Mensagem Dirigida Aumenta Uso de Camisinha Entre Adolescentes

24 de Janeiro de 2001 (Bibliomed). Mensagens de sexo seguro dirigidas às necessidades das adolescentes podem reduzir o comportamentos de risco no futuro. Em um estudo com 123 meninas adolescentes que estavam recebendo tratamento contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs), pesquisadores verificaram que as que receberam orientação individual sobre sexo seguro aumentaram o uso do preservativo.

Comparadas a mulheres jovens que receberam a "educação padrão", as meninas submetidas a aconselhamento pessoal tiveram menos parceiros e diminuíram os riscos de ter outra DST um ano após o programa.

Os pesquisadores chefiados por Lydia A. Shrier, da Escola de Medicina de Harvard, em Boston, anunciaram as descobertas em artigo publicado na edição de janeiro do Archives of Pediatric and Adolescent Medicine.

Em entrevista à Reuters Health, Shrier disse que sua equipe estudou as meninas nesse programa na esperança de que "a realidade de um diagnóstico de DST" fosse encorajá-las a abandonar o comportamento de risco.

Os pesquisadores também permitiram que as meninas fizessem ajustes à educação sexual, deixando que escolhessem os pontos mais importantes. "Esta tática não usa as mesmas mensagens para todas as meninas, mas reconhece que seus pensamentos e comportamento vão afetar o que ela ouve e terá capacidade de a intervenção", disse Shrier.

As meninas no estudo tinham entre 13 e 22 anos de idade e eram de várias raças. Todas voltaram para quatro visitas de observação durante um ano. Nas visitas, a equipe verificou que o comportamento sexual de risco era menos comum entre as do grupo de intervenção. Foram, por exemplo, mais propensas que as outras a usar preservativo "toda vez" que tiveram relações sexuais.

Os pais também podem usar os princípios dessa intervenção quando conversarem com os filhos sobre sexo seguro, aconselhou Shrier.

"Os pais também precisam construir suas mensagens", disse a pesquisadora ao observar que adolescentes que não têm relações sexuais, aqueles em relações monogâmicas e os que têm múltiplos parceiros tendem a ter mentalidades muito diferentes.

Para conseguir que suas próprias mensagens tenham efeito, os pais precisam reconhecer seus concorrentes -- os amigos, imagens da mídia e os modelos de comportamento que os filhos seguem. "Abrir os olhos e discussão" vão ajudar, disse a pesquisadora.

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