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Mutação Genética de Proteína Pode Explicar Câncer Agressivo

19 de Janeiro de 2001 (Bibliomed). Uma mutação genética de uma proteína nas células cancerosas pode ajudar a explicar por que o câncer é mais agressivo em algumas pessoas e resistente a drogas quimioterápicas, afirmaram pesquisadores norte-americanos na quarta-feira.

Os cientistas do Centro de Câncer Memorial Sloan-Kettering, em Nova York, disseram que baixos níveis de uma proteína, chamada MAD2, torna as células cancerosas geneticamente instáveis e pode ser um novo marcador de tumores que se espalham rapidamente.

"Essa é uma proteína que diz à célula para ela parar de se dividir para, na verdade, garantir que os cromossomos possam ser igualmente distribuídos às duas células-filhas", afirmou Loren Michel.

O câncer se desenvolve quando acontece algo de errado em uma célula normal que, em vez de se autodestruir em um processo chamado apoptose, se divide e se multiplica de modo desordenado.

Quando uma célula se divide, seus cromossomos, que contêm o material genético, são igualmente distribuídos às duas células filhas. A MAD2 é uma espécie de "parada obrigatória" que garante que os cromossomos estão sendo corretamente distribuídos nesse processo.

Em um estudo publicado na revista Nature, Michel e Robert Benezra produziram geneticamente uma mutação no gene da MAD2 em células do câncer de cólon com cromossomos estáveis. Isso fez com que as células ficassem bastante instáveis.

"Produzimos uma mutação que equivalia à perda de uma cópia desse gene e descobrimos que (o gene) não disse mais à célula para parar de se dividir", explicou Michel.

"Uma das coisas que acontece no câncer é que normalmente as células apresentam números de cromossomos anormais. Essa é uma das primeiras demonstrações de um único defeito molecular que pode resultar em outras diversas alterações", acrescentou o pesquisador.

Os cientistas demonstraram que a perda de uma das duas cópias do gene da MAD2 provocou somente pequenas diminuições nos níveis da proteína MAD2, mas teve um grande impacto no comportamento genético da célula. As células tumorais com números de cromossomos anormais se comportaram de forma mais agressiva.

De acordo com o estudo, quando as células perderam parte da proteína, elas continuaram a se dividir mesmo na presença de drogas quimioterápicas.

Michel disse que os médicos podem usar um teste simples de rotina para analisar os cromossomas e verificar se o processo de "parada obrigatória" apresenta defeitos, o que poderá revelar se um tumor é agressivo ou que pode não responder à quimioterapia.

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