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HPV Pode Desativar Defesas Contra Câncer de Pele

Por Richard Woodman

LONDRES (Reuters Health)
- Os papilomavírus humanos (HPV), envolvidos no câncer de colo de útero, também podem desativar as defesas naturais contra certos tipos de câncer de pele causados por radiação ultravioleta (UV), afirmaram pesquisadores.

Alan Storey e sua equipe, do Laboratório de Tumor de Pele do Fundo Imperial de Pesquisa de Câncer, em Londres, Reino Unido, disseram que um novo estudo demonstrou como o HPV age para prevenir a apoptose -- o mecanismo de "suicídio celular" protetor usado pelas células quando elas ficam danificadas a ponto de não haver mais possibilidade de reparo.

As descobertas de Storey e sua equipe estão publicadas na edição de 1 de dezembro de Genes & Development.

"Uma proteína conhecida como 'Bak' normalmente atua como um alarme no mecanismo protetor de células da pele normais", disse Storey em um comunicado.

"Quando uma célula da pele fica muito danificada para continuar trabalhando adequadamente, por exemplo devido à radiação UVB, a proteína Bak irá alertar a célula e dizer a ela para prosseguir com a morte programada, algo conhecido como apoptose. Matando a si mesma, a célula previne quaisquer alterações danosas futuras que, depois, podem fazer com que ela se torne cancerosa", explicou o pesquisador.

"Descobrimos que uma proteína produzida pelo HPV causa a destruição da proteína Bak em células da pele, fazendo com que não consigam morrer para evitar que se tornem um câncer. Este mecanismo também explica como o HPV promove sua própria sobrevivência em células infectadas", acrescentou Storey.

Os pesquisadores afirmaram que as descobertas podem ter implicações na intervenção contra o câncer de pele, especialmente para pacientes de transplantes de órgãos cujos sistemas imunológicos estão comprometidos e estão sob alto risco de desenvolver um tipo de câncer chamado de carcinoma de células escamosas (SCC).

Storey e sua equipe destacaram que o HPV estava presente em mais de 80 por cento dos SCCs de pacientes de transplantes de órgãos, comparado a 30 por cento em pacientes com função imunológica normal.

"Precisamos estabelecer a extensão do envolvimento do HPV na causa primária do câncer de pele. Isso ainda é desconhecido", disse Storey.

"Mas, agora que tivemos algum sucesso na identificação de parte da forma complexa através da qual o vírus atua, esperamos que isso forneça um alvo adequado para o desenvolvimento de novas terapias e novos tratamentos que possam eliminar o HPV das células da pele ou limitar sua sobrevivência", afirmou o pesquisador.

Sinopse preparada por Reuters Health

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